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  • Caxias do Sul
  • 27 de maio de 2012

O PIONEIRO - Jornal de Caxias com notícias, esportes, colunistas e mais

13/03/2010 | N° 10685Alerta Voltar para a edição de hoje

MIRANTE | CIRO FABRES

  • E OS AUMENTOS ANTERIORES?

    É bastante sintomático que, desta vez, alguns vereadores estejam questionando o aumento de 3,65% proposto a título de reposição de inflação, com 2% de ganho real, para prefeito, vice e secretários. Questionar ações da administração pública é da transparência e é do jogo democrático. É justo que se reconheça, portanto: o problema não ocorre agora, o problema esteve antes.

    É bastante engraçado que ninguém se levantou contra aumento havido em novembro de 2008 para vigorar a partir de 2009 não só para prefeito, vice e secretários, mas também para vereadores. Será que foi essa questão, o aumento também para vereadores, que fez o reajuste trafegar tranquilo pela Câmara à época, sem embaraço algum? Daquela vez, tratava-se de uma legislatura estipular vencimentos para a próxima, justificou-se então. E mais, houve outro aumento para o mesmo primeiro escalão do Executivo, mais os nossos vereadores, em novembro de 2007, a título de reposição salarial no período 2005/2007. Da mesma forma, foi tudo tranquilo, o que garantiu uma boa folga no orçamento de nossa representação política.

    O problema não reside agora, até porque é outra a composição do Legislativo. O vereador Rodrigo Beltrão (PT), que agora interpõe a necessidade de esclarecimentos e barra a tramitação do aumento de 3,65% nem vereador era na legislatura anterior. A questão é que, em determinados casos, o aumento vai tranquilo, tranquilo... Em novembro de 2008, ninguém berrou, e olha que o aumento foi graúdo: 31% para prefeito, 47% para o vice, 25% para secretários, 9% para vereadores, 13% para o presidente da Câmara. Mas nem vereadores, nem partidos, nem UAB, nem OAB, nem Ministério Público, nem entidades da sociedade, a não ser a voz isolada das irmãs do Imaculado Coração de Maria, do conhecido Colégio das Pastorinhas, que emitiram uma nota a respeito.

    Agora se mira um ganho real de 2%. Até nem é tanto assim, embora seja legítimo e procedente esclarecê-lo. Mas e antes, quando os vereadores também ganharam? Por que quando o caso é bem mais estrondoso não há reação?

  • Apoio a Daneluz

    O deputado federal e vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT), esteve em Caxias do Sul na sexta-feira. Marco Maia desenvolveu contatos políticos e eleitorais visando reforçar a pré-candidatura de Marcos Daneluz (PT) à Assembleia. É uma jogada de risco, pois o PT caxiense pode chegar a três candidaturas.

    Daneluz, no entanto, está disposto a encarar a empreitada.

  • A dúvida de Maia

    Marco Maia deve ocupar a presidência da Câmara no caso de Michel Temer (PMDB) ser oficializado como candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, o que deve acontecer.

    Nesta situação, e levando-se em conta que o vice-presidente José Alencar (PR) também deve ser candidato, provavelmente ao Senado por Minas Gerais, Maia fica sendo o primeiro na linha de sucessão à Presidência. E pode até se tornar presidente em caso de viagem do presidente Lula ao Exterior.

    Mas, como deve concorrer à Câmara, Maia não poderia assumir a Presidência, pelo menos por um dia.

    O que vale mais: um dia na Presidência ou mais quatro anos na Câmara?

  • E o trânsito na Sinimbu ficou pior ainda

    Concretagem em construção de prédio no Centro é algo cada vez mais comum nas vidas de cidades médias em crescimento. Aconteceu na quinta-feira à tarde na Rua Sinimbu, entre a Borges de Medeiros e a Alfredo Chaves.

    Só que tal necessidade da construção civil precisa ser adequadamente prevista. Ou com um esquema de trânsito montado para a ocasião, ou com uma exigência de localização adequada para máquinas de concretagem prevista na hora da liberação de empreendimentos.

    Alguma saída deve estar planejada, e ser acompanhada de perto. Só o que não pode acontecer é a situação prática que motoristas e pedestres tiveram de enfrentar: o trânsito na Sinimbu, já bastante complicado, ficou ainda pior. O caminhão que fornecia o concreto ficou sobre o corredor e os ônibus foram jogados para o meio do trânsito. Estrangulou todo o tráfego, e durante a tarde. O transtorno chegou a tal ponto que motoristas levavam 15 minutos para vencer o trecho entre as ruas Garibaldi e Alfredo Chaves. A foto acima, que mostra a situação, foi enviada por Liciane Troian.

    Assim não é possível. A imprevidência é muito grande. Não se brinca com o trânsito e com os pedestres durante horário comercial em uma rua como a Sinimbu, a duas quadras da Praça Dante.

  • DA SEMANA

    CORCOVAS

    “Quando da celebração do contrato (dos pedágios), o governo federal entregou ao Estado cavalos. Agora Yeda tenta devolver camelos trôpegos com duas corcovas – o estado em que se encontram as rodovias e a conta do veterinário”

    MARISA FORMOLO (PT), deputado estadual, sobre a tentativa da governadora Yeda Crusius (PSDB) de devolver estradas pedagiadas à União

    A TOSSE DA VACA

    “Vocês não vão me tirar uma crítica ao presidente Lula, nem que a vaca tussa. Eu sou completamente favorável ao que o Lula disse”

    DILMA ROUSSEFF (PT), ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, sobre declarações do presidente Lula a respeito de greve de fome de dissidente cubano

    MEU LÍDER

    “Eles (prefeitos do PDT) não apoiam Tarso (Genro). A leitura é equivocada. Eles preferem Tarso, mas seguirão o partido quando houver a definição por (José) Fogaça. Os prefeitos do PDT estarão onde eu estiver”

    POMPEO DE MATTOS (PDT), deputado federal e pré-candidato à vice na chapa de José Fogaça, sobre os prefeitos pedetistas que preferem apoio do partido a Tarso Genro, pré-candidato do PT ao Piratini

  • Hora de pensar na UCS

    Uma imagem da escultura O Pensador, do francês Auguste Rodin, na entrada da Reitoria da UCS, está com a mão quebrada. A réplica vem a calhar neste momento da universidade, em que a comunidade acadêmica prepara-se para indicar para a Reitoria sua preferência entre os candidatos Isidoro Zorzi, Nilva Lúcia Rech Stedile e Nestor Basso. É preciso pensar.

    O DCE, por exemplo, já pensou. Na sexta-feira, emitiu nota de apoio ao candidato à reeleição, Isidoro Zorzi.

    A votação vai de segunda-feira até o sábado, dia 21, depois de uma única e escassa semana para campanha.

    Os votos dos professores valem 4. Os dos estudantes e funcionários, 3.

  • O voto de Paese

    O presidente da Câmara, Harty Moisés Paese (PDT), explica seu voto contrário à moção de apoio à consulta popular para eleição da UCS, o que ficou impossibilitado de fazer ao votar, na sessão de quinta-feira, por força de regimento:

    – Se votasse a favor da moção (que foi rejeitada com o voto decisivo de Paese), estaria me posicionando a favor de que o sistema eleitoral da UCS se desse por meio de colégio eleitoral em que alguns votos pesam mais do que outros. Não posso avalizar, pois, apesar de ser o processo um pouco mais democrático do que atualmente, não é o que queremos. Uma cabeça, um voto. Essa é a luta que pratico há muito tempo.

    Ao votar contra, Paese pode ter ajudado a implodir uma ponte que o faria se aproximar do ideal da eleição direta para reitor.

  • Palanque

    - A volta do trem – Depois de 39 anos, os moradores voltarão a ouvir o apito do trem. Ainda não é aqui. É no Vale do Itajaí. A Ferrovia das Bromélias será inaugurada domingo, com passeios entre 10h e 17h. A volta do trem demora, mas é possível.

    - Mudança no transporte – A Visate terá o que chama de líderes operacionais, na prática fiscais, tanto nas paradas como dentro dos ônibus para orientar passageiros do transporte coletivo na segunda-feira, quando começam as mudanças com a retirada de terminais do centro da cidade, levados para os bairros. Na prática, o ônibus não espera mais pelos passageiros parado na estação do Centro. Passa na parada e vai embora.

  • Sombras

    Na noite de quinta-feira, um rapaz ficou preso em uma cerca na Rua Antonio Pisani, esquina com Augusto Pestana, no bairro São Pelegrino, em uma garagem abandonada. Uma ponta da cerca atravessou-lhe a perna. O espaço, mal iluminado e isolado, serve de abrigo para viciados consumirem crack, além de ser ponto de apoio para rápidos assaltos e furtos.

    O rapaz só saiu da incômoda situação com ajuda dos Bombeiros e do Samu.

  • Não funcionou

    Às 4h de quinta-feira, cerca de 30 carros estavam estacionados em lugar proibido no Largo da Estação, durante a madrugada, no lado oposto ao das casas noturnas, em frente ao armazém da Estação Férrea.

    Nos primeiros dias, a fiscalização não funciona.

    Afinal, ela vai funcionar para valer ou não vai?

  • ‘Tem de trocar a turbina em pleno voo’

    O diretor-geral do Samae, o Serviço Autônomo Municipal de Água e esgoto, conversou na quinta-feira com o Mirante sobre a interrupção do abastecimento nos bairros atendidos pelo Sistema Faxinal a partir da meia-noite deste sábado e sobre outros assuntos de sua área. A seguir, os principais trechos da conversa:

    Mirante: Por que precisa parar o abastecimento neste fim de semana?

    Marcus Vinicius Caberlon: É uma preparação para outra parada em maio, para que possamos construir uma UTR (unidade de tratamento de resíduos) na Estação Parque da Imprensa. Com a UTR, poderemos separar o lodo, o que permite algum ganho também nessa separação. Ainda vamos realizar trabalhos de manutenção e modernização que nos permitirão avançar na capacidade de retirada de água do Faxinal e de tratamento na Parque da Imprensa, para que possamos chegar a 1,1 mil litros por segundo (em ambos os casos) em 2011. Atualmente, a retirada está em 850 l/s e o tratamento, em 1 mil l/s. O Faxinal e a estação são um jumbo voando em que é preciso fazer a troca de uma turbina. Não tem saída, tem de trocar voando.

    Mirante: A rede antiga não é uma das causas das dificuldades de abastecimento?

    Caberlon: Claro que sim. Mas são 150 km de rede pela cidade e um investimento estimado de R$ 25 milhões, com abertura de novos buracos pela cidade que não os buracos de agora, da rede de esgoto. Então, atualmente, onde está o caminho crítico, o pepino é maior. No Santa Catarina, no Floresta, fizemos substituições, aproveitamos para fazer substituições quando temos chance. Vamos controlando e riscando no mapa onde conseguimos fazer.

    Mirante: E o desperdício entre a estação e a torneira, de que tamanho está?

    Caberlon: Diminuiu um pouco. Temos uma perda aparente (ao longo no sistema) de 22%, e a perda real (por gato ou problemas de hidrômetros) é de 30%. O Com + Água (projeto piloto para detectar desperdício) nos ajudou a economizar 10 milhões de litros em 2 anos.

    Mirante: Há reclamações quanto à criação de CCs e FGs na estrutura funcional do Samae. Por que há um ano foram criados novos CCs e FGs?

    Caberlon: É que precisamos projetar o Samae daqui dois, três anos. Uma divisão de TI (tecnologia de informação) foi criada na reestruturação feita em 2009, todo mundo precisa de TI. E criamos também a Divisão de Planejamento Integrado, para uma execução mais racional dos serviços. Por exemplo, a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Tega, vai exigir 40 pessoas quando pronta entre diretor, gerente, chefes e encarregados. Nós não nomeamos por nomear.

    Mirante: O Samae está fazendo obras de outros setores da prefeitura?

    Caberlon: Nenhuma obra. O que acontece é que desenvolvemos interfaces, especialmente com a Secretaria de Obras Públicas. A secretaria estava sucateada para trabalhos de manutenção de rede que nós mesmos (o Samae) usamos. Então licitamos, compramos equipamentos e os colocamos à disposição da secretaria. E fizemos aquelas galerias de grande porte em bairros como o Madureira, o Universitário, o Floresta. E eles (a secretaria) fazem a manutenção de rede. Não estamos usurpando obras deles. Além disso, a Lei 11.445, do presidente Lula, estabeleceu o marco regulatório do saneamento e incluiu responsabilidades nas áreas de água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos

  • VENDER CARO A DERROTA

    De volta ao lazer da rapaziada. A questão é central para a cidade. O problema original é de falta de educação e de maus modos de parcela dos frequentadores dos espaços explosivos da noite caxiense. Tudo se resolveria com noção de respeito e bons hábitos, mas eles faltam. Então proíbe-se.

    No caso do Largo da Estação Férrea, compreende-se melhor a cautela de medidas restritivas como as anunciadas só agora. Trata-se de patrimônio histórico. Mas, no da Alfredo Chaves, a solução em andamento é afastar a rapaziada do posto, no mesmo estilo da decisão que pautou o fechamento das lojas de conveniência, anos atrás.

    Antes da proibição, no entanto, parece lógico que deviam vir policiamento e fiscalização. Seria tudo muito simples, não fossem as limitações dos governos. Certas limitações, bem entendido, porque elas não existem quando se trata de oferecer auxílio-moradia a desembargadores, juízes e pretores, ativos e inativos, mais pensionistas, para equipará-los ao auxílio-moradia pago a deputados federais. No nosso caso, no entanto, de prover fiscalização e policiamento para inibir os excessos do lazer noturno, aí falta gente. Certamente se devesse contratar mais fiscais no município, porque são poucos, mais policiais no Estado, mas parte do dinheiro vai para o auxílio-moradia dos magistrados e desembargadores. E aí não dá, não é mesmo?

    Se falta gente, no entanto, fiscais de trânsito e PMs em especial, não significa que um esquema eficiente e inteligente de verificação e controle sobre o que está rolando nos espaços mais explosivos não possa ser organizado. A tarefa é da Secretaria de Segurança Pública. A Brigada garante que não pode ficar todo o tempo, porque estaria prejudicado o policiamento no restante da cidade. Entende-se. Mas montar um esquema capaz de inibir as estrepolias pela presença física de viaturas ou agentes da fiscalização de trânsito, da Brigada, da Guarda não é impossível.

    É preciso vender caro a derrota. Sair a proibir é o mais cômodo. Antes, deveria vir a presença tranquila que impõe o acompanhamento. E antes ainda, a boa educação. Mas quando haveremos de cumprir cada um desses passos? Sabe Deus. Por ora, a solução é proibir e fechar espaços.

  • MAIS

    Agentes penitenciários

    Nesta sexta-feira, em reunião na sede da UAB, constituiu-se a Associação dos Agentes Penitenciários (Asserpe) de Caxias do Sul. O presidente é Fabiano Hoff.

    Dois novos cursos

    O Ministério da Educação autorizou a Faculdade Ftec – Unidade Caxias do Sul a ofertar o Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental e o Curso Superior de Tecnologia em Produção Multimídia. Eles serão oferecidos já no próximo processo seletivo de inverno.

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