Apoiado por um bom contingente de torcedores, o Juventude leva à Montanha dos Vinhedos a missão de recuperar os dois pontos perdidos no Jaconi para o Ypiranga e confirmar um bom começo de segundo turno. Se alcançar os sete pontos, já terá feito mais do que nas oito rodadas do primeiro.
A vitória significaria uma virada de página. As ameaças da ponta de baixo da classificação geral deixariam definitivamente de ser um problema do Juventude. A única preocupação nas quatro rodadas seguintes passaria a ser buscar a melhor pontuação possível dentro da chave para avançar às quartas de final com a chance de jogar em casa. Um cenário que seria comprometido em caso de empate ou, principalmente, de derrota.
Um claro indício de mudanças para melhor é a possibilidade de Osmar Loss repetir o time pelo terceiro jogo consecutivo, algo impensável na fase anterior. Assim, a expectativa é de confirmar a evolução mostrada diante de Inter-SM e Ypiranga. Agora, sim, torna-se possível e justa uma avaliação mais profunda do trabalho do técnico.
Jamais entenderei como um clube com 91 anos de tradição e protagonista de campanhas memoráveis foi abandonado à própria sorte, exceto por algumas centenas de torcedores fieis que ainda honram a cidade em que vivem.
Leandro Machado surge como grande e derradeira esperança do Esportivo de livrar-se de um desfecho que, se consumado, pode comprometer até sua sobrevivência enquanto instituição. A estreia do técnico é a motivação para tentar quebrar a sequência trágica de oito derrotas.
Reagir imediatamente é importante, mas será na rodada seguinte que o Esportivo terá pela frente uma decisão: enfrentará o Porto Alegre, adversário direto, na Capital.
Menos mal que o estágio de organização e entrosamento atingido pelo Caxias já comporta um trabalho de manutenção. O prejuízo maior ocorre no acerto mais específico, focado num adversário movido pela necessidade e que dispõe de invejável poder de fogo ofensivo.
O Caxias defenderá em Pelotas uma invencibilidade de 53 dias (o 50º foi completado sexta-feira) e oito jogos. É o time que está há mais tempo sem perder no Gauchão, que não tem mais invictos. Um empate será um belo resultado. Mas, insisto: para pensar alto (ser primeiro ou segundo da chave), será preciso ganhar uma fora de casa.
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