O jogo deixou clara, mais uma vez, a magia do clássico. O Caxias era o time de maior qualidade, mas não conseguiu colocá-la em prática. E isso em decorrência da boa organização do Juventude, que soube manietar os articuladores grenás.
Nos primeiros minutos, a iniciativa maior foi do Caxias. A equipe de Julinho Camargo tentou uma imposição, que conseguiu em parte no aspecto territorial. Mas logo o Juventude se ajustou no campo e começou a levar algum perigo, contando com avanços interessantes de Lauro como uma espécie de meia, pelo lado direito. Foi justamente de um escanteio daquele setor que surgiu o gol de Amoroso, que mudou um pouco o panorama das ações.
A desvantagem provocou um certo abalo no Caxias, que, embora no campo do adversário, tinha maior compromisso em buscar a vitória. A progressão ofensiva foi com dificuldades, com a criação de apenas duas chances no final da primeira etapa, a segunda o gol de Everton.
O segundo tempo foi pobre ofensivamente, justificando o empate. Os seus efeitos é que são curiosos, e contraditórios. O Juventude, de má campanha, segue em boa posição, enquanto o Caxias, muito melhor, fica com a classificação ameaçada.

No intervalo do jogo, no gramado do Jaconi, Marta Detânico Vieira e Pedro Henrique Schwaizer receberam a camisa do time do coração como prêmio por terem sido os melhores do Quiz do Ca-Ju, promovido pelo Pioneiro no final de semana. A entrega foi feita pelos responsáveis pelo marketing do Caxias, Guilherme Mariani (E), e do Ju, Mauro Trojan (D).

Num dos comentários de ontem, previ que a noite poderia se encerrar com um dos técnicos considerado gênio, e o outro, o mais novo burro da praça. Mas, nas circunstâncias do jogo, os comandantes se saíram bem.
Osmar Loss armou bem o Juventude, se saindo melhor no que se refere ao interesse em jogo. Já Julinho Camargo, apesar de não ter conseguido fazer o Caxias manter o padrão, teve o mérito da reação. O 1 a 0 contra continha uma série de complicadores, mas a equipe grená buscou a igualdade.
Entre os jogadores, gostei muito da atuação de Lauro. O Baixinho voltou a fazer o papel de motorzinho do time. Calisto também teve bons avanços. A defesa está se encorpando, o que se constitui num aspecto positivo.
No Caxias, o sistema defensivo esteve bem. Assim como o meio-campo, no caso dos três primeiros. Os problemas começaram pela boa marcação em Marcelo Costa. Na frente, Everton, além do gol, foi o jogador que levou maior preocupação à defesa.
Além disso, destaque ao espírito pacífico, sintetizado na foto abaixo, antes de a bola rolar.
Em decorrência do forte calor dos últimos dias no Estado, que chegou a provocar mal-estar em dois comentaristas de televisão, o Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul anunciou ontem que ingressará com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo mudanças nos horários dos jogos do Gauchão. Seriam afetadas a primeira e segunda divisões.
O sindicato quer retardar as partidas já deste final de semana, programadas para começar às 16h, 16h30min e 17h. Isso que, antes, já havia preocupação com os jogos das 11h de domingo. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF), até a tarde de ontem, não havia se pronunciado sobre o caso.
É uma situação realmente curiosa. A reclamação dos torcedores, normalmente, especialmente em Caxias do Sul, é pela falta de jogos às 16h de domingo, que seria o horário mais tradicional do futebol.
Ambiente
Chamou a atenção o comportamento cordial de dirigentes, jogadores e comissão técnica no clássico de ontem. Antes de a bola rolar, conversas descontraídas no gramado entre os diversos escalões.
Respeito
Ao final da partida, os técnicos Osmar Loss e Julinho Camargo se cumprimen-taram no lado do gramado. Os jogadores das duas equipes tiveram atitude semelhante, junto com as soberanas da Festa da Uva. Foi um belo fecho ao clássico, numa amostra de respeito e civilidade.
Felizmente dá para brincar hoje, foi só um susto. Durou uns 30 segundos. Agora, faz parte. Tem que se cuidar mais. Não me incomoda, porque felizmente não foi nada grave.
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