A escolha da próxima diretoria é o
primeiro desafio do Juventude em sua nova realidade.
Prevista pelo estatuto para final de outubro, a
eleição foi adiada para 3 de dezembro
em função da falta de
inscrição de chapas, primeiro reflexo
da situação delicada do time na
Série B do Brasileiro. Além disso, a
nova diretoria irá herdar uma dívida,
segundo conselheiros, ao redor de R$ 10
milhões.
O prazo para apresentação de
candidaturas encerra-se amanhã. A
reunião do Conselho Deliberativo para eleger
quem comandará o clube em 2010 (o mandato
é de um ano) está marcada para
quinta-feira.
Um nome forte nos bastidores do clube é o de
Marcos Cunha Lima, um dos mais vencedores dirigentes
do Juventude. Em sua primeira passagem pela
presidência, de 1992 a 1995, ocorreram a
assinatura da co-gestão com a Parmalat (1993)
e a conquista do título da Série B do
Campeonato Brasileiro (1994).
Há alguns meses, Cunha Lima rechaçava
qualquer possibilidade, em função da
impossibilidade de conciliar a presidência do
clube com sua atividade profissional
(tabelião). Porém,
articulações em torno de seu nome
cresceram nas últimas semanas e, a
interlocutores próximos, ele já admite
a possibilidade.
Outro nome cogitado nos bastidores é o de
José Antônio Boff, o Boffinho, vice de
patrimônio na atual gestão, mas com
apoio de alguns ex-presidentes. Não todos,
já que enfrenta restrições
internas. E também de muitos torcedores.
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