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  • Caxias do Sul
  • 9 de fevereiro de 2010

O PIONEIRO - Jornal de Caxias com notícias, esportes, colunistas e mais

30/11/2009 | N° 10597AlertaVoltar para a edição de hoje

SÉRIE B

Esperança durou 10 minutos

Atrasado de propósito por 15 minutos, o Juventude entrou em campo no sábado, às 17h15min, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, tentando ser forte. No momento em que os jogadores formaram uma rodinha no gramado para a última conversa, os 46 torcedores de Caxias presentes na arquibancada fizeram o mesmo, numa oração simultânea. A esperança conjunta durou apenas 10 minutos, o tempo do primeiro gol do Guarani. Dali até o final, só tristeza, decepção e abatimento.

O Juventude sentiu a pressão de cara. Quando Maranhão cruzou da direita e Fabinho dominou no peito, na esquerda, a zaga alviverde ficou perdida. Gláuber recebeu o passe de Fabinho, invadiu a pequena área e deu um toquinho na saída de Juninho: 1 a 0 para o Bugre. Os jogadores do Juventude se olharam, abaixaram a cabeça e caminharam lentamente para dar nova saída de bola.

Aos 18, Bruno desperdiçou uma chance incrível de empatar, na cara do goleiro Douglas. Lopes, autor da assistência, não acreditou no erro e balançou a cabeça. O Guarani aproveitou a intranquilidade do Ju e controlou o jogo sem muito esforço.

Para tentar mudar a postura do time, Ivo Wortmann mexeu no segundo tempo. O 4-4-2 virou 3-5-2 logo na volta do intervalo. O treinador alviverde trocou Bruno Teles por Ivo e, poucos minutos depois, Luiz Felipe por Tiago Renz. Não adiantou. O Guarani foi ainda mais para o ataque. O segundo gol veio aos dois minutos. Adriano Gabiru, herói do título mundial do Inter, recebeu livre na entrada da área, olhou para o bandeirinha, agradeceu a não marcação de impedimento e bateu colocado. A torcida foi ao delírio: 2 a 0.

E quando o Guarani estava mais perto de fazer o terceiro, o Ju descontou. Aos 17, em escanteio cobrado por Renz, Douglas tocou por baixo, com o pé esquerdo. Seis minutos depois, Lopes acertou a trave. E só.

Pouco para quem jogava a vida. Afogado em suas deficiências, o Juventude foi rebaixado com justiça. Caiu quando não tinha mais condições de se levantar.

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