Alessandro era um dos mais animados, segundo suas colegas, para conhecer o mar. Conforme uma irmã, desde a segunda-feira ele já arrumava sua mala. Para a família, que preferiu não falar sobre o desaparecimento, o jovem é um herói.
– Mesmo sem saber nadar direito ele teve coragem para tentar salvar as colegas – afirmou um primo do rapaz.
De acordo com a estudante Susieli Antunes Claudino, 16, que acompanhava a prima Kelly na viagem mesmo sem estudar na Bernardina Padilha, o mar estava calmo quando eles chegaram em Bela Torres, no município de Passo de Torres, às 10h de sábado. Mesmo com a ordem para não entrar na água, eles decidiram molhar os pés. Logo estavam com a água na altura dos joelhos.
Suelen disse que pouco lembra do afogamento. Logo depois de ser sugada, ela engoliu muita água e desmaiou.
– De uma hora para outra o mar mudou. Foi muito rápido. Eu estava saindo da água quando tudo começou. De uma hora para outra não tinha
mais areia no chão.
Os alunos, conforme a
estudante Francielly Chinelato Francisco, 17, foram surpreendidos pela mudança repentina no mar.
– Começou a vir ondas de todos lados. Só vi a Kelly boiando. Parecia que estava morta. Antes de sair do mar vi as mãos do Alessandro sumindo – contou a jovem.
Logo após os afogamentos, uma chuva forte caiu em Bela Torres.
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