Bragança Paulista – A proeza requer talento. Em apenas 12 minutos, o Juventude teve a capacidade de buscar uma virada eletrizante e devolvê-la de modo bisonho para o Bragantino, ontem à noite. Mesmo assim, o empate do Bahia, em Ipatinga, foi providencial para o clube dormir na 14ª posição da Série B. Mas para não despencar na tabela, ainda resta torcer contra Duque de Caxias e América-RN no complemento da 26ª rodada.
Se a propalada estratégia de mobilização total dos donos da casa não conseguiu melhorar a esquálida média de público no Nabi Abi Chedid, dentro de campo a pressão de três derrotas consecutivas levou à adoção de soluções no mínimo exóticas – para não dizer desesperadas.
Ao camisa 10 Lúcio, de passagens mais luminosas por Flamengo e Fortaleza e atualmente com 34 anos, o técnico Marcelo Veiga providenciou a companhia de Adãozinho, escalado como primeiro volante, e que com a estação iniciada ontem curte sua 41ª primavera.
O veterano, que é
figura bastante querida na cidade e
reconhecido pelo profissionalismo desde os tempos de São Caetano e Palmeiras, vinha mantendo a forma no grupo principal do Braga após uma rápida aventura no showbol.
Mesma modalidade por onde andou o meia Sérgio Manoel, 36 anos, que também integra os quadros do clube, mas não atuou ontem por estar no departamento médico, recuperando-se de lesão.
E foi após os 30 – minutos, não anos – que o jogo ganhou emoção. Primeiro, Douglas cabeceou para um milagre de Gilvan após levantamento de Tiago Renz. Em seguida, Renz, cobrando falta, quase surpreendeu Gilvan. Aos 36, Mendes girou à direita da meia-lua e arriscou de perna esquerda com perigo. Três minutos depois, porém, entre tantos jogadores experientes, coube aos 22 anos de Diego Macedo mandar o Ju para o intervalo com um castigo no placar.
Na volta do vestiário, Ivo Wortmann foi para o tudo ou nada e reduziu a faixa etária no gramado: Zezinho e Diego Rosa nos lugares de Lauro e Léo Dias. Média que baixou
ainda mais aos 15 minutos, com
Gustavo rendendo Leanderson.
Mas, ontem à noite, realmente, só havia excitação após os 30. De fato, aos 31, quando Mendes aproveitou uma confusão entre os zagueiros e Zezinho na pequena área para completar cruzamento de Ivo e empatar.
Dada a saída de bola, a defesa cochilou de novo e só acordou com Diego Rosa sendo abalroado por Gilvan. Pênalti, que Mendes converteu aos 34 e com o qual virou o placar e chegou ao 11º gol no campeonato.
Só que, em vez de comemorar, Da Silva devolveu o pênalti. A própria vítima, Frontini, igualou de novo, após dois minutos. E quando a desgraça já parecia completa, o Juventude reafirmou sua vocação de decepcionar nos estertores e permitiu que o Juninho rival, aos 43, invertesse a virada. De novo.
| Gancho duplo |
| Luiz Felipe se deu mal no STJD. Pela expulsão na partida contra o ABC, dia 5, em Natal, o lateral-direito foi condenado a dois jogos de gancho. Como já cumpriu a suspensão automática, ainda precisará ficar fora contra o Vila Nova, na próxima terça-feira. Ontem, poderia atuar porque não havia tempo hábil para o comunicado oficial. |
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