Entre nossos pontos críticos no trânsito em Caxias do Sul, despontam com boa dianteira a BR-116, o Trevão, e o acesso ao Rizzo, com menção nada honrosa à Perimetral, em especial a Norte. Aliás a quantidade de buracos, rasgos e remendos nesse trecho norte é de assombrar.
Mas não é de se deixar passar sem registro o que ocorreu na semana anterior a essa que findou. Houve três mortes por atropelamentos na zona urbana, dois deles no centro da cidade. Não pode passar em branco.
Duas mulheres morreram em hospitais devido a atropelamentos. Um deles ocorreu na Avenida Júlio de Castilhos, pouco afeita a excessos de velocidade, devido às deficiências de sua pavimentação. Mas, mesmo assim, houve motorista afoito o suficiente para produzir uma vítima fatal. Outro ocorreu na Os Dezoito do Forte, essa uma via mais íntima dos excessos. E um terceiro atropelamento deu-se na Rua Júlio Calegari, no bairro Esplanada, em um trecho onde se manifesta aquela dificuldade que a coluna aponta e cobra com frequência, vê-se que com razão: a falta de calçadas, negligência terrível que pode ser fatal.
Quer dizer, não anda muito humano o trânsito na zona urbana também. E se é preciso providências urgentes no Trevão, na BR-116, no acesso ao Desvio Rizzo, na Perimetral Norte, não menos necessárias são iniciativas na zona urbana, onde é preciso mais sinaleiras para pedestres no Centro, onde são imprescindíveis as calçadas, onde deve haver fiscalização sobre todo aquele mau motorista que cerceia o espaço do pedestre e o desrespeita. Ou sobre aquele proprietário de imóvel que negligencia com a calçada, ou aquela construção que se adona do passeio público, ou aquele motorista que estaciona folgadamente sobre a faixa ou sobre a calçada. Há uma infinidade de situações a clamar pela fiscalização de trânsito, de calçadas, que no entanto sucumbe e naufraga, como diria Leonel Brizola, “rotundamente”.
E dessa vez nos comportamos, para não cansar a beleza do leitor, da leitora. Chegamos ao fim de um texto sobre segurança para os pedestres sem falar em passarelas na BR-116. Desejo de humanizar o trânsito parece que há. Tem até mascote, que não deixa de ser uma boa ideia para estimular as ações educativas. Mas faltam as iniciativas concretas. E, sem elas, não vai.
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