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23/09/2009 | N° 10539AlertaVoltar para a edição de hoje

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Corrida para equilibrar finanças

Economistas dizem que ainda dá tempo para quitar dívidas e terminar o ano com as contas no azul

Caxias do Sul – Faltam 100 dias para o final do ano, e você sabe como está a sua saúde financeira? Se não, é preciso dar uma olhada no contracheque e nas contas a pagar para saber se será possível, ou não, terminar o ano no azul. A tarefa de quitar as dívidas e não arrastá-las consigo para 2010 parece complicada, mas ainda dá tempo. Segundo o economista Alfredo Meneghetti, da Fundação de Economia e Estatística (FEE), hoje, 60% da população têm dívidas. Deste percentual, 30% são débitos em atraso.

– Temos 100 dias importantes, em que as pessoas podem saldar as dívidas e colocar como meta não tê-las em 2010 – explica.

Com a chegada de algum dinheiro extra como o total ou uma parcela do 13º, restituição do imposto de renda e, em alguns casos, participação no lucro das empresas, também é possível dar a volta e planejar. Por isso, o professor Moisés Waismann, do curso de Ciências Econômicas da Universidade de Caxias do Sul (UCS), acredita que ainda dá tempo para terminar o ano no azul e não acumular dívidas para 2010. Ele alerta também que o mais indicado a fazer com esse dinheiro é pagar dívidas atrasadas que tenham juros altos como cartão de crédito ou cheque especial.

– O ano não está perdido, se a pessoa percebeu agora que está muito endividada, é preciso fazer um movimento para poder reorganizar as finanças, tirando o que e supérfluo, por exemplo. Se não fechar o ano no azul, pelo menos não fechará tanto no vermelho – comenta.

Mesmo com o dinheiro extra, os últimos meses do ano também tendem a ser de bastante gastos, principalmente com Natal, Ano-Novo, presentes e ceias, além das férias. Para que o controle das finanças não role ladeira abaixo, o cuidado com as contas é fundamental, e para isso não é necessário abrir mão desses momentos, e sim planejá-los dentro do que se pode gastar.

Para quem vai levar para 2010 algumas dívidas deste ano, o melhor a fazer é desenvolver, a partir desse episódio, uma educação financeira. Para Meneghetti, o ideal é sempre, por precaução, guardar 10% de tudo o que se ganha.

– É preciso entender que a gente tem que viver da melhor maneira possível dentro das nossas possibilidades. Não tem nenhum tipo de prazer que eu tenha hoje que compense o desgaste que eu terei em pagar uma dívida atrasada ou ter o nome sujo – alerta.

- Não gaste mais do que ganha.
- Tenha cuidado com o crédito fácil.
- Não assuma dívida sem antes refletir e conversar com sua família.
- Leia o contrato e os prospectos.
- Exija informação sobre as taxas de juros mensal e anual.
- Exija o prévio cálculo da dívida e avalie se é compatível com sua renda.
- Compare as taxas de juros dos concorrentes.
- Não assuma dívidas em benefício de terceiro.
- Não assuma dívidas e não forneça dados por telefone ou pela Internet.
- Reserve parte de sua renda para as despesas de sobrevivência.
- Busque o equilíbrio para que o amanhã não vire um pesadelo.
Lembre-se
O cheque especial deve ser considerado como um dinheiro extra. Utilize-o somente em situações de emergência, quando souber que receberá dinheiro em alguns dias.
- Ter pago, nos últimos seis meses, só o valor mínimo da fatura do cartão de crédito.
- Estar usando o cheque especial pelo terceiro mês consecutivo.
- Não ter nenhuma reserva financeira.
- Ter mais de 40% da renda comprometida com prestações.
- Faça uma relação de todas as dívidas e o custo de cada uma delas. Assim você saberá o tamanho real do seu problema.
- Veja quais são as dívidas mais caras, conforme a taxa de juros do financiamento. Quanto mais alta a taxa, mais cara a dívida e mais rápido você deve pagá-la.
- A melhor opção é trocar as dívidas mais caras por prestações mais baratas. Se não for possível, procure o credor e tente renegociar a dívida, buscando prazos maiores com juros menores.

 

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