Caxias do Sul – O governo anunciou ontem uma série de medidas na tentativa de impulsionar a retomada da economia do país. Além da prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis, caminhões, materiais de construção e linha branca, o pacote de R$ 3,3 bilhões manteve a redução de tributos para motocicletas e derivados de trigo e incluiu o setor de bens de capital (máquinas e equipamentos) entre os beneficiados com o corte de IPI.
Carlos Zignani, diretor de Economia, Finanças e Estatística da Câmara de Indústria e Comércio (CIC) de Caxias e diretor de relações com os investidores da Marcopolo, acredita que com as medidas ganha-se um pouco mais de tempo para a retomada da atividade econômica.
– Essas prorrogações mantêm o nível de atividade das empresas num patamar mais elevado. São medidas decisivas. Daríamos mais uma travada na economia se elas não continuassem – explica.
Válidas para manter o otimismo na
economia, que, de acordo com Zignani, não
foi retomada integralmente, as medidas do governo podem afetar todos os setores por incluírem bens importantes na cadeia produtiva brasileira.
– Setores de automóveis, linha branca e construção civil empregam muita gente. E é importante manter esse nível de emprego. Reduzi-lo a essas alturas seria problemático – ressalta.
Segundo o diretor de Economia e Estatística da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias, Miguel Fortes, a continuação da redução do IPI favorece tanto a indústria quanto ao comércio, além dos consumidores, que continuarão a usufruir suas vantagens.
– Principalmente porque são dois setores fortes da economia local. Automóveis, autopeças e caminhões representam 28% de tudo o que é vendido em Caxias, e eletrodomésticos em torno de 10% – afirma Fortes.
O ideal, explica ele, seria que a redução dos impostos fosse direcionada aos demais setores do comércio, que têm seu crescimento e competitividade
afetados:
– Há uma migração de consumo.
Quanto à
medida de redução e isenção de IPI nos itens de bens de capital, Fortes diz que a indústria caxiense será muito favorecida, já que, quando o setor está bem, todos estão bem.
– Pode ajudar significativamente a aumentar o desempenho. Melhorando o financiamento e reduzindo a tributação, se dá um incentivo para a compra desses produtos e a volta aos investimentos. Em consequência, toda a economia ganha – afirma Fortes.
– Era uma das iniciativas mais aguardadas. A medida veio exatamente para a nossa região, porque vai ajudar produtores de bens de capital, o forte aqui de Caxias – completa Zignani.
valquiria.vita@pioneiro.com
| Vendas externas em baixa |
| As exportações da indústria caxiense continuam apresentando forte queda. Maio registrou redução de 19,9% sobre abril e de 58,9% em comparação ao mesmo mês do ano passado. |
Grupo RBSDúvidas Frequentes| Fale Conosco | Anuncie - © 2000-2012 RBS Internet e Inovação - Todos os direitos reservados.