Se a Câmara dos Deputados não toma uma atitude, o cidadão tenta tomar.
Incomodado com o envolvimento do deputado federal Ruy Pauletti (PSDB) na farra das passagens aéreas, o bancário caxiense Ariel Oliveira dos Santos ingressou com uma ação popular na Justiça Federal na qual exige que o parlamentar devolva R$ 37,5 mil aos cofres públicos.
O valor se refere ao total aproximado do que foi gasto pelo gabinete de Pauletti com passagens aéreas de viagens internacionais não-relacionadas ao mandato. Desde abril, o mau uso dos bilhetes está sendo apurado a passos de tartaruga pela direção da Câmara.
Fiz isso porque fiquei indignado como cidadão. Como sei que as coisas acabam caindo no esquecimento algum tempo depois e tudo volta como antes, tomei essa atitude explica Santos.
O bancário conta que resolveu tomar a iniciativa após ler entrevista de Pauletti no Pioneiro, na qual tentou explicar o uso de passagens que beneficiaram até mesmo seus parentes.
Não fiquei satisfeito com as explicações. Não tenho nada contra a pessoa dele, mas quero uma explicação mais clara do deputado. Essa história precisa ter um desfecho cobra Santos.
O bancário ingressou com a ação por violação dos princípios administrativos em 11 de maio. A Justiça Federal notificou Pauletti em 16 de junho.
Ariel Oliveira dos Santos ressalta que não tomou a atitude para obter notoriedade, mas para exercer seu direito como cidadão. Ele lembra que qualquer pessoa pode ingressar com uma ação popular, mas raramente faz isso.

Mergulhado numa crise gerada por uma sucessão de denúncias desde fevereiro, o Senado não dá sinais de que voltará à normalidade logo.
Ontem, o líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio Neto (AM, foto), pediu que o Conselho de Ética investigue as denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O tucano pede que Sarney seja investigado sobre o número de parentes e afilhados políticos que nomeou como funcionários do Senado. Virgílio também usou a tribuna ontem (foto) para pedir o afastamento de Sarney e rebater denúncia da revista IstoÉ de que teria recebido um empréstimo do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia.
Hoje é o PSOL quem entrará com representação contra Sarney. No meio de tudo isso, é de se perguntar: está sobrando tempo para os senadores trabalharem?
- A Juventude do PP caxiense elegeu no último sábado a Executiva para o período 2009-2011. Diego Primon Martins é o novo presidente da Juventude Progressista.
- O deputado federal José Otávio Germano (PP) circulou pela Região das Hortênsias no final de semana, quando se reuniu com a bancada do PP na Câmara de Gramado. Germano disse estar trabalhando junto ao governo federal pela liberação de R$ 23,8 milhões para obras de saneamento entre Gramado e Canela.
- A deputada Marisa Formolo (PT) usará o grande expediente da sessão de hoje da Assembleia Legislativa, a partir das 14h, para homenagear o Correio Riograndense pela passagem dos seus 100 anos.
- Foi adiada a reunião que estava agendada para hoje entre a direção do Daer e o consórcio Univias para tratar da retomada da obra do novo trevo entre a RS-122 e a Rota do Sol, na saída para Flores da Cunha. A reunião, no entanto, deve sair ainda nesta semana.
O Mirante procurou ontem o deputado federal Ruy Pauletti (PSDB) para que falasse sobre a ação popular movida pelo bancário Ariel Oliveira dos Santos. O tucano mostrou muita tranquilidade em relação ao processo.
Eu fui notificado, mas nem tive tempo de analisar a ação com calma. Levei para a assessoria jurídica da Câmara, que está cuidando dessa questão para mim para outros deputados que foram citados nessa história (farra das passagens aéreas). Não estou preocupado com isso disse.
Preocupado com os efeitos da queda na arrecadação de impostos por conta da crise econômica global, o prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), reuniu seus secretários na manhã de ontem para pedir que poupem recursos e revejam investimentos em cada pasta.
Sartori enfatizou que somente as áreas de educação, saúde e assistência social não serão afetadas pela ordem de contenção de despesas, assim como as obras do PAC no município (a construção da Barragem do Arroio Marrecas) e ações do Orçamento Comunitário (OC).
O prefeito pediu que os secretários administrem os recursos para o centro do governo, não para dentro de cada pasta conta o secretário de Gestão e Finanças, Carlos Búrigo, que ajudará os colegas na tarefa.
Em tempo: Sartori tem convicção de que verbas poupadas em cada pasta farão a diferença para atenuar a queda de receita.
A aprovação de um projeto que estipula a previsão de criação de três cargos de confiança (CCs), quatro funções gratificadas (FGs) e cinco servidores concursados na Câmara caxiense, ocorrida na quinta-feira passada, segue gerando polêmica.
O vereador Daniel Guerra (PSDB), que votou contra o texto junto com a bancada do PT, declarou em entrevistas de rádio nos últimos dias que o o presidente da Casa, Edio Elói Frizzo (PSB), deve explicações sobre o teor do projeto.
Segundo Guerra, no texto original que iria à votação havia também a previsão de criação de uma verba de representação de 50% para uma penca de CCs da Casa, incluindo assessores de vereadores e das bancadas, de todos os partidos.
Ontem, Frizzo procurou o Mirante para esclarecer o episódio. O presidente da Câmara explica que, como se tratava de uma alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2009, solicitou à prefeitura que excluísse do projeto a previsão de criação das verbas de representação e de outros seis CCs.
Isso estava no projeto original da LDO que aprovamos no ano passado, quando havia a previsão de criação de mais seis vagas de vereadores (que acabou não se confirmando). Fiz o correto, pedindo para excluir tudo aquilo do projeto de alteração da LDO. Só que, infelizmente, houve um equívoco lá na Secretaria-Geral (da prefeitura) e deu essa polêmica toda. O erro foi corrigido no dia seguinte e aprovamos a proposta sem essas verbas que o vereador Guerra fala assegura.
Frizzo apresentou documentos que comprovam sua versão.
O vereador Daniel Guerra não acredita em equívoco.
De equívoco em equívoco, nós estamos vendo várias coisas ruins acontecendo nesse país. Eu sempre serei contra a criação de verbas de representação e de CCs sustenta o tucano.
Com ou sem equívoco, a coluna apurou que, no ano passado, havia CCs de partidos governistas e oposicionistas interessados nas tais verbas de representação extintas por ordem de Frizzo, o que gerou descontentamento geral na Casa.
O mais importante mesmo é os vereadores debaterem a real necessidade de novos CCs e FGs na Casa.
Somente uma boa relação
O presidente em exercício do PC do B caxiense, Silvio Frasson, garante que não há qualquer negociação em andamento para que o partido ingresse no governo Sartori, como se especula no meio político.
Temos uma boa relação com o governo Sartori, apenas isso. Quando tivermos de criticar, vamos criticar. Quanto tivermos de apoiar algum projeto interessante do governo, vamos apoiar desconversa Frasson.
Coincidência ou não, na semana passada a bancada do PC do B na Câmara aprovou, junto com a base governista, o projeto que estipula a previsão de criação de três CCs, quatro FGs e cinco servidores no Legislativo.
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