Empresários da região, deputados federais e estaduais e vereadores têm se alternado em audiências em duas frentes: em Brasília e no governo do Estado. Hoje, o atual Aeroporto Hugo Cantergiani (foto) só opera com uma empresa aérea para voos domésticos.
Os defensores de Mato Perso estiveram na Anac, no ano passado, apresentando os pontos favoráveis da área. A localização em um centro gerador de negócios é o principal argumento. Nesse grupo, estão o deputado federal Pepe Vargas, o prefeito de Bento Gonçalves, Roberto Lunelli (PT), e o presidente do Centro da Indústria, Comércio e Serviços (Cics) de Bento Gonçalves, Ademar Petry, e lideranças de Flores e Farroupilha.
O mesmo caminho em Brasília já foi percorrido pelo prefeito de Caxias, José Ivo Sartori (PMDB), o presidente da CIC, Milton Corlatti, e o deputado federal Ruy Pauletti (PSDB). Eles são favoráveis à área de Vila Oliva. O governo Sartori chegou a gravar a área no Plano Diretor, aprovado em
2008.
Com a divulgação do relatório da
Anac no final de 2008 apontando Vila Oliva como a mais indicada, a disputa dos dois grupos ganhou visibilidade público. No dia 23 de abril, Sartori, Corlatti e o presidente da Câmara de Vereadores caxiense, Edio Elói Frizzo (PSB), reuniram-se com a governadora Yeda Crusius para pedir que a tucana levasse em consideração os aspectos técnicos.
Lunelli e Petry também mantiveram audiência com o chefe da Casa Civil, Alberto Wenzel, uma semana depois da passagem da comitiva caxiense pelo Piratini.
–Estranhamos a governadora não ter nos recebido. Não fomos de improviso. Não pediamos audiência de última hora. Não entendemos por que fomos preteridos – lamenta Petry.
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