Aproposta de reforma administrativa enviada ontem pelo prefeito José Ivo Sartori (PMDB) para ser validada pelos vereadores é razoável.
O grande avanço é a criação do cargo de diretor-geral de secretaria. Caberá a ele construir planos de ação, rever processos e cumprir metas previamente definidas com o prefeito, exatamente como se faz nas empresas privadas.
O ideal seria que todos os secretários cumprissem esse papel, de gestor público com metas e passível de demissão quando elas não fossem atingidas, mas Sartori, a exemplo da maioria dos prefeitos brasileiros, está refém da distribuição de cargos para apoiadores de campanha, tantas vezes de capacidade duvidosa.
O modelo construído permite que, se o secretário não tem todas as competências, mas precisa ser mantido por força da aliança partidária, o diretor-técnico faça a secretaria render, atingindo objetivos.
Se o prefeito conseguir contratar os diretores mais capacitados, Caxias do Sul sairá ganhando. O que o prefeito não pode, se a reforma for aprovada pelos vereadores na próxima semana, é ceder a pressões dos partidos quando for preencher os cargos de diretor-geral.
Se fizer isso, a reforma será inútil.
A reforma é um meio termo interessante entre o que o cidadão quer (administradores competentes) e o que a grande maioria dos prefeitos pratica (a troca de cargos por apoio político).
Um dos objetivos da reforma administrativa do prefeito Sartori é melhorar a produtividade das secretarias e reduzir os custos da prefeitura.
Com o tempo talvez isso seja possível, à medida que o prefeito for contratando diretores e coordenadores de secretarias que superem os indicadores de performance.
Mas, num primeiro momento, o novo modelo de administração vai aumentar custos, se forem preenchidos os 44 novos cargos de confiança.
Os novos postos somam R$ 125 mil em salários.
É preciso fazer uma ressalva quando se fala em competências do secretariado: o prefeito Sartori tem secretários altamente qualificados, com capacidade para atuar com sucesso em qualquer grande empresa.
O secretário da Fazenda, Carlos Búrigo (PMDB), é um exemplo. No caso da Fazenda, talvez Sartori não precise preencher o CC de diretor-geral. Afinal, Búrigo se vira bem como político e administrador.

É injusto que a Secretaria da Saúde pague a reforma do teto de duas salas de espera do Postão 24H, que não retém o calor e transforma os ambientes em saunas a 31°C.
A Procuradoria Geral do Município deve cobrar a instalação de um toldo móvel, orçado em R$ 23.806, de quem fez o projeto.
A secretária Maria do Rosário Antoniazzi quer ver o problema solucionado até o final de dezembro.
Autoridades ligadas à proteção da infância e adolescência investigam uma prática que está se tornando comum em Caxias do Sul, conforme noticiou ontem, com exclusividade, o repórter Adriano Duarte: jovens estão filmando brigas e humilhações nos colégios da cidade, para depois colocar essas imagens na internet. O objetivo é ridicularizar os alunos mais frágeis e/ou comportados.
A mais nova moda demonstra que esses jovens estão sem ideais e que perderam os referenciais de uma vida em sociedade minimamente civilizada. Não se trata de uma traquinagem de adolescentes.
O rumo dessa meninada só será corrigido se os pais deixarem de delegar a educação de seus filhos para os professores. Pais e filhos precisam se envolver mais, conviver mais.
A uma semana da votação, se intensificam os embates entre prós e contras o Duplica RS.
Ontem, lideranças da Serra como o vereador caxiense Mauro Pereira (PMDB) percorreram os gabinetes dos deputados favoráveis ao projeto para pedir que revejam suas intenções. Já a deputada Marisa Formolo (PT) está em campanha para que a governadora Yeda Crusius (PSDB) retire o projeto e o discuta com a sociedade antes do reenvio à Assembléia.
Para facilitar a aprovação, o governo tenta melhorar a proposta. Já aceita, por exemplo, manter a cobrança em um só sentido na praça de Portão, que será entregue ao Consórcio Univias, além de reduzir a tarifa de R$ 4,80 para R$ 4,40.
Ontem a coluna informou que Germano Rigotto (PMDB) está magoado com Yeda Crusius (PSDB).
Rigotto entende que a governadora deveria ter compartilhado com ele, publicamente, a conquista do déficit zero. O peemedebista garante que as reformas que permitiram a importante vitória se iniciaram ainda no seu governo.
Mas a bronca não é só com Yeda. Há poucos dias, em um encontro do partido, Rigotto foi duro com deputados peemedebistas que não fizeram essa ressalva à imprensa ou na tribuna da Assembléia.
- Ontem, a pauta da Câmara de Caxias do Sul, que tem em média cinco assuntos para apreciação por sessão, contava com 18 ítens.
- n Por iniciativa da vereadora Ana Corso (PT), a Câmara caxiense entrega hoje a medalha Percy Vargas de Abreu e Lima para a Entidade de Assistência à Criança e Adolescente e para o Centro de Reabilitação Vita.
- O Ministério Público de Caxias não anda nada satisfeito com a atuação de alguns integrantes do Conselho Tutelar.
- Ontem, em menos de 13 horas os bombeiros atenderam três ocorrências de incêndio em terrenos baldios que ameaçavam casas.
- Por falar em calor, é época de fechar torneiras.
Práticas como lavar o carro, esfregar calçadas e regar a grama devem ser evitadas.
Educação
Não há como negar que a educação tem melhorado no governo Lula. Um bom exemplo é o programa ProJovem Urbano, que visa à conclusão do ensino fundamental e à qualificação pProfissional e destina-se a jovens entre 18 e 29 anos que não concluíram o ensino fundamental (8ª série / 9º ano).
Em Caxias, informações podem ser obtidas pelo telefone
3218.6104.
Você acha que o Duplica RS será aprovado daqui a uma semana?
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