Roubadas de Carnaval
Carnaval é tempo de festa, de alegria, de folia e de... roubadas! Calma, vou explicar. Nas festas carnavalescas é comum a galera exagerar na bebida, liberar o lado mais festeiro e, consequentemente, cair em frias.
Quem nunca ouviu histórias do cara que bebeu demais e passou a noite na enfermaria, da guria que foi de salto alto pra festa e encheu os pés de bolhas, da garota que parecia tão musa e depois de passado o efeito do álcool revelou-se uma baranga, entre outras. Pois é, ninguém está livre de cair numa furada. O Kzuka foi atrás de histórias e mostra como o leque de opções de roubadas é muito grande.
Pra te ajudar, listamos algumas dicas pra ficar longe do mico. Se liga!
Esqueceram de Mim 1
O Carnaval no Yate Clube Morro dos Conventos, em Santa Catarina, é famoso por reunir muita gente. Pra se ter uma idéia, em dois dias de festa o lugar recebe cerca de 10 mil foliões. Como o agito rola à céu aberto, a galera estaciona seus carros, leva sua bebida e curte o som ali mesmo.
Pedro Henrique Rodrigues, 20, aluno de Comércio Exterior na UCS, tem casa em Arroio do Silva e por isso costuma reunir os amigos por lá. Ele nos contou uma das muitas histórias que já rolaram com a turma dele, que é superfácil de acontecer quando se vai em grupo pra folia.
– Minha casa fica a uns seis quilômetros do Yate Clube, e como estávamos em muita gente, fomos em vários carros. Na hora de ir embora, entramos nos carros e nem nos lembramos de contar a galera. Quando chegamos em casa, notamos que havíamos esquecido um dos nossos amigos – conta.
Como era tarde, o amigo esquecido havia bebido muito e estava muito chato, ninguém quis ir buscá-lo.
– Era umas 11h, havíamos recém-acordado pra curtir o dia, e avistamos ele chegando da festa a pé pela beira da praia. Ele nos contou que tinha caminhado três horas pra voltar da festa (risos).
Como era a primeira noite de festa e ninguém mais queria cair na mesma roubada, a turma de Pedro Henrique se organizou.
– Sempre tem um na turma que não bebe. Então esse é o responsável por ficar com as chaves dos carros, distribuir as pessoas e fazer a contagem. Marcar um ponto de encontro caso alguém da turma se perca também é básico – ensina.
Belo Adormecido
Tiago Capra, 23 anos, aluno de Administração na UCS é daqueles loucos por Carnaval. Ano passado, pra curtir a folia, o guri precisava viajar na sexta-feira pela manhã, já que o destino era Santa Catarina. Como não teria folga no trabalho, ele resolveu doar sangue bem cedinho, conseguir um atestado e pegar a estrada.
– A gente ia passar o carnaval no Morro dos Conventos e eu não podia perder. Na sexta, acordei cedo, fui doar sangue, encarei uma longa viagem e, à noite, já fomos pra uma festa na beira da praia. No sábado, acordamos cedo, e como éramos uma turma grande, alugamos um ônibus pra ir do apartamento até o Morro dos Conventos, onde iríamos curtir o Carnaval. Às 15h o ônibus nos deixou na fila pra entrar no Yate Clube e ainda tivemos que caminhar quase duas horas a pé, carregando muita cerveja, pra chegar no local – conta.
Às 3h da madrugada, Tiago conta que não aguentava mais ficar em pé.
– Chovia e eu estava muito cansado. Me escorei num carro, abaixei a cabeça e dormi ali mesmo, em pé. Foi cruel (risos).
A história de Tiago ficou famosa entre a galera e várias fotos do flagrante foram feitas. Pra você não cair na mesma roubada, ele dá algumas dicas.
– O ideal é não exagerar na bebida. É melhor parar quando se está um pouco alegre do que perder a noção. E é claro, dependendo da festa, é sempre bom descansar antes.
Beijo roubado é melhor?
O fisioterapeuta caxiense Fabiano Plentz, 30, foi curtir o Carnaval de 2008 em Salvador, na Bahia, e foi literalmente atacado.
– Eu estava dançando com meus amigos e chegou uma mulher muito grande, muito gorda, muito feia, muito tudo, e me agarrou. Ela era tão forte que não conseguia me soltar. Foi horrível – revela.
Pois é, o beijo roubado marcou a vida do cara. Tanto, que ele tem até algumas sugestões pra não cair na mesma fria.
– O cara tem que ficar atento e andar com bons amigos pra ajudá-lo nessas horas (risos).
Carnaval nas alturas
Os amigos Arthur Verza, 18, aluno de Engenharia de Computação na PUC, e Roberto Delazzeri, 16, aluno do 3º ano do Colégio São Carlos, perderem as festas de Carnaval no ano passado. A roubada deles até que não foi tão ruim assim, afinal os guris estavam voltando da Disney e o avião atrasou.
– Eu e meus amigos estávamos certos de curtir o Carnaval, só que o avião atrasou muito. Chegamos dois dias atrasados e perdemos as festas – conta Arthur.
No caso dos meninos, não havia muito a fazer, porque chegar a tempo para as festas não dependia só da vontade deles. Mas se para você as festas de Carnaval são imperdíveis, é sempre bom planejar muito bem o feriadão, pra que nenhum imprevisto acabe com a sua festa. Já verificou os pneus, deu uma olhadinha no freio, garantiu a passagem de ônibus, viu se vai rolar a carona..?
Dicas pra curtir o carnaval numa boa
- Não exagere na bebida. Não é legal lembrar de tudo o que rolou no carnaval?
- Dá pra curtir a festa muito 'musa' usando roupas confortáveis. As meninas podem abusar das rasteirinhas, por exemplo, que estão pegando nos pés das mais antenadas e são garantia de conforto na folia. Capriche nos acessórios, como flores nos cabelos e pulseiras, e arrase na avenida. Passar o carnaval sufocada na blusinha ou se equilibrando no saltão é roubada na certa.
- Se você está namorando, o melhor é entrar num consenso. Pra curtir o carnaval a dois é melhor deixar o ciúmes em casa, já que o ambiente é tentador. Se vocês optarem por curtir sozinhos as baladas, nada de depois ficar cobrando o que o outro fez. Agora, que tal aproveitar o feriadinho pra ficar bem juntinho curtindo a praia, o mar, o sol...
- Se vocês forem pra festa em grupo, cuidado pra não esquecer ninguém ou pra não se perder da turma. Marque um ponto de encontro, um horário de saída... em último caso, se o perdidinho não quiser ser encontrado, pedir pro DJ anunciar que a mãe o aguarda na saída sempre funciona.
- Todo mundo tá cansado de saber, mas não custa reforçar: não beba se for dirigir e use camisinha. Ninguém quer entrar outubro se tornando papai ou mamãe ou, pior ainda, acabar o feriadão no hospital.
Os famosos e as roubadas
Não é só a plebe que escorrega e paga uns micos no carnaval. A realeza também é mestre no ofício. Confira!
Luana Piovani piriguete: No carnaval de 2000, a atriz foi flagrada traindo o galã Rodrigo Santoro, seu namorado há três anos, com Cristiano Rangel, em Salvador. Em entrevista à Revista Veja, ela admitiu que "a atitude foi uma falha de caráter, uma escorregada feia."
Pagou (sem) calcinha: O ano era 1994 e o público esperava ansiosamente a participação do então presidente da república Itamar Franco no camarote da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Só que ele não imaginava ser fotografado dançando todo feliz ao lado da ex-modelo Lilian Ramos, que estava só (!) de camiseta. Quem fez a festa foram os fotógrafos.
A gordinha Kelly Key: Em 2007, a cantora desfilou na Unidos de Vila Isabel e ouviu o público gritar em coro: "gorda, gorda". Em entrevista à Folha de São Paulo, ela declarou: "Isso me arrasou. Me senti pelada. Fiquei morrendo de vergonha e procurei o tempo todo me esconder". Tadinha da Barbie Girl!
Preta Gil como rainha de bateria: Ela foi a primeira rainha de bateria de fora da comunidade mangueirense no carnaval de 2007. Na época, a mídia bombardeou a falta de samba no pé da baiana, seu corpo mais rechonchudo e a falta de empolgação do público no dia do desfile. Era uma rainha de peso!
Ângela Bismarchi, a rainha dos micos: vamos admitir, ela é rainha quando o assunto é novidades de carnaval. Em 2002, pintou no corpo o rosto de Lula. Em 2007, perdeu o tapa-sexo da fantasia durante o desfile da Porto da Pedra e ficou como veio ao mundo. Em 2008, Ângela também gerou polêmica ao fazer uma operação nos olhos para "virar japonesa". Esse ano, fez uma cirurgia para reconstituir o hímem e garante que será uma das poucas virgens do carnaval. Fuja!