Enquanto apura causas e responsabilidades no acidente com o barco pesqueiro Alalunga V, a Capitania dos Portos de Itajaí espera a apresentação de um plano de reflutuação, para a remoção da embarcação do Rio Itajaí-Açu. O armador Giovanni Perciavalle, empresa proprietária do atuneiro, terá de contratar o serviço e apresentar o levantamento à autoridade marítima. O plano deve prever medidas de proteção ambiental e segurança na operação.
A autoridade marítima apurou que o Alalunga V está fixado, possivelmente pelo mastro, no fundo do rio, e que deve permanecer na mesma posição sem problemas de segurança. Sexta-feira de manhã, uma empresa fez uma barreira em torno do barco para conter um princípio de vazamento de óleo, que não se sabia se era combustível ou vestígio da cozinha. O delegado da capitania, o capitão-de-Fragata Edilson Vieira Salles, informou que as hipóteses para o acidente podem se confirmar nos próximos 90 dias. O inquérito, após a conclusão, será encaminhado ao Tribunal
Marítimo, no Rio
de Janeiro.
– O nevoeiro pode ter ajudado em um encalhe e no naufrágio em tentativa de saída. Alguma avaria na praça de máquinas pode ter feito entrar água na embarcação, entre outras hipóteses – enumerou o comandante.
Salles não fez previsão de quando haverá a remoção do Alalunga V. Segundo ele, como o naufrágio se deu a cerca de 20 metros da margem do Rio Itajaí-Açu e acima dos portos de Itajaí e Navegantes, a embarcação não irá interferir na navegação pesqueira e portuária da região. Como a embarcação afundou em água doce, o armador teria boas chances de recuperá-la, estimou Salles.
Grupo RBSDúvidas Frequentes| Fale Conosco | Anuncie - © 2000-2012 RBS Internet e Inovação - Todos os direitos reservados.