Tênis Olympikus MountainNetshoesR$89,90
Celular intelbras Compare PreçosA partir de R$ 299,00
Notebook HP Pavilion DV5 3GBFast Shop.com.br10 x R$269,90
Som Auto KenwoodCompare PreçosA partir de R$ 300,00
Jaqueta Reebok InternacionalNetshoes 12 x R$29,99
ITAJAÍ - A agonia de dois pescadores, presos
na casa de máquinas de um barco de pesca que
emborcou no Rio Itajaí-Açu,
sexta-feira, durou quase quatro horas. Marcos
Gonçalves Francisco, 53 anos, e Manoel
Francisco Pereira, 48, foram os últimos
tripulantes resgatados do atuneiro Alalunga V, entre
as 11h e as 11h40min, com a ajuda de mergulhadores.
Outros dois tripulantes foram salvos logo após
o naufrágio, entre eles, Laureano Paulo
Chufer, 41, mestre da embarcação. Esta
foi a segunda vez que Chufer, Francisco e Pereira
enfrentaram juntos um acidente de barco. Em 12 de
janeiro do ano passado, os três tripulavam o
atuneiro Alalunga VII, que bateu em pedras e afundou
próximo à Ilha do Xavier, em
Florianópolis.
Sexta-feira, o barco começou a afundar pouco
depois das 7h30min, na região do Bairro
Cordeiros, acima do Porto de Itajaí. Em meio
à forte neblina, que havia interrompido
até as atividades portuárias, Chufer, o
mestre, conseguiu saltar no rio antes do fundo do
casco vir à tona. Logo depois dele, Jesiel
Alcenir Peixoto, 24 anos, foi retirado da
embarcação por um bombeiro. O jovem
pescador tentava quebrar um vidro para escapar pelo
fundo do casco já emborcado. A pressão
da água acabou rompendo a pequena janela e ele
conseguiu sair com ajuda.
Bombeiros, Capitania dos Portos, Polícia
Militar e pescadores com embarcações
cercaram o Alalunga V para tirar os sobreviventes.
Francisco e Pereira permaneciam em um vão
acima do nível da água e conversavam
com os bombeiros através do ralo do
barco.
– Demorou para acalmá-los. Eles
não tinham vivência de mergulho, estavam
no escuro, confusos e com água pela cintura.
As redes de pesca ficaram presas e tínhamos
dentro do barco um labirinto de cerca de 20 metros
para ultrapassar – explicou o tenente-coronel
Onir Mocelin, mergulhador há 23 anos e
comandante do 7º Batalhão do Corpo de
Bombeiros.
Os quatro tripulantes resgatados do Alalunga V foram
embrulhados em cobertores e levados para o Hospital
Marieta Konder Bornhausen. Apesar de não terem
sofrido ferimentos, eles estavam exaustos e
apresentavam baixa temperatura corporal. Todos
receberam alta sexta-feira à tarde. O primeiro
a sair do hospital, Jesiel Alceni Peixoto, falou com
a reportagem, ainda muito chocado, com
escoriações nos braços e na
face.
– O pior era o frio. Eu estava desesperado,
tentando quebrar o vidro, de repente, vi que
alguém estava me ajudando do lado de fora e
consegui sair. Fiquei muito abalado, acho que para o
barco eu não volto mais – disse.
sicilia.vechi@santa.com.br
Grupo RBSDúvidas Frequentes| Fale Conosco | Anuncie - © 2009 RBS Internet e Inovação - Todos os direitos reservados.