A responsabilidade de definir o número de exames de alta complexidade por município é resultado de uma pactuação feita entre os municípios e o Estado. Esta decisão se baseia em dados como o número de habitantes e a disponibilidade do município sede, no caso Blumenau. Em Blumenau, os exames de ressonância magnética e tomografia são feitos no Hospital Santa Catarina. O Hospital Santa Isabel também faz tomografias. São feitos por mês 150 ressonâncias, incluindo os municípios pactuados.
– Temos consciência da demanda reprimida. É preciso rever os recursos de financiamento para a saúde pública porque cada vez mais temos exames de alta complexidade, que acabam tendo um custo operacional maior – reconhece o secretário de Saúde de Blumenau, Marcelo Lanzarin, ao enfatizar que a questão não é uma competência de Blumenau.
Prevenção reduziria demanda, diz secretária
Apesar da pactuação, o secretário lembra que nada impede que as secretarias de
saúde com recursos próprios comprem mais exames
do que o estabelecido por mês. A secretária de Saúde de Timbó, Cintia Marchi, defende a ampliação e fortalecimento da capacidade de atenção básica através do postos de saúde da família. Com isso, ela acredita que haveria uma diminuição das solicitações de exames de alta e média complexidade.
– Se há um trabalho de prevenção eficaz com o paciente, não haveria uma demanda tão grande por esse tipo de exames – considera.
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