PENHA - Bandeirinhas e boias flutuam em praias de Penha nesta época do ano. Elas sinalizam onde o mar está loteado por redes fixas, material usado para a pesca de tainha, mas proibido em território catarinense pela Instrução Normativa 54 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Ontem, foram identificadas pela reportagem do Santa redes nas praias do Quilombo, Armação, Bacia da Vovó e Praia Grande.
De acordo com o chefe regional do Ibama em Itajaí, Carlos Aristeu Mergen, Penha foi o município onde mais redes foram apreendidas nos últimos 30 dias. Através da Operação Maremoto, os fiscais do Ibama recolheram mais de 20 quilômetros de redes no Litoral Centro-Norte.
– Recolhemos três tartarugas muito machucadas nas redes e incontáveis mortas nesta temporada. É justamente esse o malefício das redes fixas ao meio ambiente – explicou Mergen.
O Ibama alega que a fiscalização deve ser ampliada na
região com a atuação do recém-criado Ministério da
Pesca e Aquicultura, mas, no momento, segundo Mergen, o órgão federal precisa da ajuda das instituições municipais.
O secretário de Agricultura e Pesca de Penha, Luiz Fernando Vailatti, informou, através da assessoria de imprensa, que os pescadores são orientados contra o uso das redes fixas, mas que Penha não possui Fundação Municipal do Meio Ambiente, apenas um departamento dentro da Secretaria de Planejamento. Isto impede, segundo o secretário, que o município exerça fiscalização em alto mar.
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