Virar nome de rua é uma maneira de não ser esquecido, certo?
Nem tanto. A honrosa homenagem póstuma transforma o falecido em mero endereço, não mais que isto. Se não era famoso em vida, não tem jeito, só os parentes saberão quem foi. Além do mais, as principais avenidas e ruas centrais das cidades por aqui homenageiam datas, como em Blumenau – 15 de Novembro e 7 de Setembro – ou então algum poderoso da República, como é o caso da Beira-Rio, batizada de Castelo Branco. A todos os outros, que aqui viveram e realizaram, restam as ruas periféricas.
O fundador da cidade, até ele, foi chutado para escanteio. Alguém aí lembra qual rua ostenta a plaquinha dele?
Dizem que se juntarem todos os pedacinhos do Muro de Berlim que ainda vendem lá em Berlim, e acrescentarem os já vendidos em Blumenau, daria para construir uma nova Muralha da China.
Basta uma pequena dose de temperatura alta para comprometer o abastecimento de água em vários municípios, Blumenau inclusa.
Hora de investir no sistema, então. Mesmo considerando o desperdício por parte dos consumidores, um serviço assim tão essencial tem que andar na frente.
Pelo visto, a população em geral está mudando de lado no que se refere à relação entre polícia e malfeitores. Até pouco tempo atrás, uma simples corda no lugar de algemas – aconteceu em Blumenau – indignava a população: “onde já se viu, a polícia é truculenta, cadê o direito do preso?”.
Agora se manifesta no outro extremo, “aqueles bandidos que apanharam certamente fizeram pior com suas vítimas, até que apanharam pouco!”.
É uma mudança e tanto, mas revela o cansaço do cidadão com a truculência exacerbada dos bandidos.
O ilusionista Issao, primeira vez em Blumenau, esta semana, no estúdio do Jornal do Almoço, suando em bicas, me perguntou:
– Blumenau é sempre tão quente assim?
Só na primavera, respondi. No verão esquenta um pouco mais.
Ia lá perder uma chance destas?
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