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Jornal de Santa Catarina

06/07/2009 | N° 11671Alerta Voltar para a edição de hoje

CEZAR ZILLIG

cezar.zillig@santa.com.br
  • Portal transparência

    Quando se paga por algo é prudente conferir o produto ou o serviço prestado. Assim é num restaurante, numa loja de ferragens bem como ao receber a conta de luz ou telefone.

    O brasileiro, criatura que arca com os maiores impostos do planeta, mas pouco se importa em exercer seus direitos de contribuinte, acaba sendo brindado com serviços públicos de péssima qualidade em todas as esferas: segurança, estradas, educação, justiça etc. Por ignorância ou comodismo, o contribuinte brasileiro tem pago salários de R$ 6 mil para simples servidores de cafezinhos; ao menos é o que tem extravasado no noticiário dos últimos dias.

    Portanto, é oportuna a proposta do vereador Vanderlei de Oliveira de divulgar num site informações atualizadas sobre os cargos públicos e tudo o que a eles se referem: identificação do cargo (se comissionado, de carreira ou função gratificada), a unidade em que o funcionário está lotado, sua carga horária etc. Deveria ainda especificar quais serviços são “terceirizados” (não é incomum repartições públicas funcionarem mais na base de terceirizados, estagiários, despachantes, assessores e assemelhados!).

    Não haveria, no entanto, a necessidade de nominar e expor funcionários e suas famílias. Bastaria publicar um número de registro ou algo do gênero.

    Tal providência é uma obviedade e já deveria ser prática consagrada em todo o país. Como por aqui tudo é atrasado, Blumenau tem a oportunidade de ser a primeira cidade catarinense a dispor deste democrático instrumento.

    O que normalmente se verifica é que os “administradores públicos”, supostamente escolhidos para zelar pelos interesses da sociedade, são relapsos e não gerem com lealdade os negócios públicos: pagam – como no caso do servidor de cafezinho – salários, honorários, comissões etc. totalmente fora da realidade de mercado além de concederem regalias de toda natureza, transformarem dias de trabalho em “pontos facultativos”, tolerarem “recessos” absurdos etc. São, em suma, muito “bonzinhos”.

    O “servidor público” é, em última análise, um servidor do contribuinte.


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