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Jornal de Santa Catarina

12/09/2013 | N° 12984AlertaVoltar para a edição de hoje

ARTIGO

A infância hoje

Fazendo um retrospecto histórico das últimas décadas, podemos observar como mudou a noção de infância. O que se entende por esta fase, hoje, já não tem nada a ver com o que foi no passado. E é certo que se modificará muito ainda.

Atualmente, a criança somente estuda. Não pode mais trabalhar em casa. Dizem que ela se libertou da antiga “escravidão” doméstica, na qual estava submetida à vontade absoluta dos pais. Mas será que a criança de hoje é realmente educada para a liberdade, como tanto se ouve falar? Acredito que não!

É certo que as crianças não estão mais submetidas à vontade “despótica” dos pais, devido a uma série de direitos que foram conquistados nos últimos tempos. Mas, por outro lado, tornaram-se escravas do consumismo, que cada vez mais cedo as arrebata da sua saudável infância, para transformá-las em consumidores natos, os quais desde pequenos são preparados para se submeter indiscriminadamente ao mercado de consumo.

Se antes era o trabalho que roubava a infância das crianças, hoje é o consumismo precoce que as toma de assalto, transformando-as em consumidores antes de os valores elementares da vida se desenvolverem dentro delas.

Eis aí um risco para o qual as pessoas não atentam. O consumismo, quando praticado de forma precoce, produz danos parecidos com o trabalho infantil, ou seja, não permite que a criança se desenvolva naturalmente.

Do modo como o consumismo hoje é difundido através da propaganda, a criança se transforma em algum personagem vendido pelo mercado de consumo, não desenvolvendo suas particularidades. Não estará se trocando a escravidão do trabalho infantil pela escravidão do consumo? Parece que sim. Mas os pais não se preocupam com isso, pois enquanto seu filhos consomem, não “incomodam”.

Eis o pensamento...

MARO SCHWEDER|Professor

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