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Jornal de Santa Catarina

11/10/2012 | N° 12699AlertaVoltar para a edição de hoje

ARTIGO

Reféns da violência

A violência ganha cada vez mais espaço nos noticiários, seja no rádio, televisão ou jornais. São notícias que revoltam, amedrontam, entristecem e nos deixam desesperançados. Vivemos numa sociedade acuada e refém do medo, que se mostra cada vez mais insegura e desprotegida. Hoje somos telespectadores, amanhã poderemos ser mais uma vítima, e assim engrossar as estatísticas policiais.

A sensação é que vivemos sob estado de sítio, cercados pela bandidagem, afligidos pela impunidade e largados à própria sorte. Somos saqueados e violentados pelos facínoras. Ao mesmo tempo, humilhados e esquecidos pelo estado omisso e falido no quesito segurança pública. Essa completa desorganização do tecido social e o desamparo em que se encontra o cidadão favorece um lado somente, o lado da criminalidade, que só prospera.

Enquanto isso, vemos o mal triunfar. Nosso direito constitucional de ir e vir só existe na letra fria da lei. Na prática, o submundo do crime roubou esse direito de nós. Concordo com a necessidade de aumentar o efetivo das polícias Militar e Civil, multiplicar o número de câmeras de monitoramento. Defendo ainda que as duas forças policiais contem com equipamentos modernos e avançadas técnicas para enfrentar o crime.

Porém, nada disso resolverá a dramática situação da segurança pública, não só de Blumenau, como no restante do país. O remédio eficaz ainda é o bandido ter certeza que, ao transgredir a lei, sentirá a mão pesada e implacável da Justiça, aplicando com rigor penas duríssimas. O marginal deve saber da certeza da punição. É urgente que as leis mudem, e assim fazer o criminoso temer a justiça. Com penas severas e tolerância zero, veremos um declínio nos índices da criminalidade.

Reside no atual Código Penal uma vergonhosa inversão de papeis: o cidadão de bem acaba sendo dominado e punido pelo avanço da violência, já os bandidos sentem-se cada vez mais encorajados e destemidos na sua vida de delitos.

AMARILDO GEORG|Jornalista

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