BRASÍLIA - Líderes do governo e da oposição tentam chegar a um acordo para indicação dos membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Movimento dos Sem Terra até a próxima terça-feira. Caso os governistas insistam em adiar as nomeações, a oposição não descarta a possibilidade de obstruir as votações dos projetos do marco regulatório do pré-sal em plenário. A votação dos projetos do pré-sal está marcada para a próxima semana na Câmara.
O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), disse que a oposição não obstruiu as votações dos projetos do pré-sal, que puderam ser aprovados nas comissões especiais dentro do cronograma esperado pelo governo. Mas afirmou que a base aliada, em contrapartida, tem atrasado as indicações da CPMI do MST, prioridade da oposição.
DEM, PSDB e PPS foram os primeiros a fazer as indicações dos membros da CPMI do MST, tanto os representantes da Câmara quanto os do Senado. A oposição terá, entre titulares e suplentes, 16 dos 36
membros da comissão. Na
Câmara, o bloco PSB, PMN, PCdoB e PDT, com direito a quatro vagas, também fizeram suas indicações. Os demais partidos ainda não concluíram as nomeações.
Movimento denuncia suposta perseguição à OEA
Em audiência realizada em Washington, nos Estados Unidos, um dos líderes do MST, João Paulo Rodrigues, denunciou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), o que considera ser um processo de repressão e criminalização da luta dos trabalhadores rurais brasileiros pela reforma agrária no país.
Em seu pronunciamento, Rodrigues acusou as polícias militares estaduais, setores do Judiciário, meios de comunicação e o Congresso de perseguição aos militantes da questão rural que lutam pela reforma agrária.
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