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Jornal de Santa Catarina

19/05/2009 | N° 11630AlertaVoltar para a edição de hoje

DESTINO

Herança turca

BUDAPESTE, NA HUNGRIA, É CORTADA PELAS ÁGUAS DO RIO DANÚBIO E DONA DE ARQUITETURA BARROCA E ART NOUVEAU

Opiso de azulejo úmido e o cheiro de cloro no ar lembram uma sauna em pleno funcionamento. Mas antes de atravessar a porta embaçada e descobrir o que se esconde no outro cômodo é preciso entrar numa das dezenas de cabines, colocar uma roupa de banho e reunir em uma sacola os pertences para uma ducha após o ritual. Pelo menos é assim que os mais velhos veem o banho turco, prática cujos efeitos seriam terapêuticos. Para o turista, é um convite irresistível para descansar e aproveitar as termas da capital da Hungria, resquício do domínio turco sobre o território.

Além da indicação da temperatura de cada uma das piscinas, placas também sugerem o tempo máximo de permanência em cada uma delas. Se no início uma piscina com temperatura de 38°C parece quente demais para ser apreciada, aos poucos, ficar em águas de 28°C torna-se congelante. Nas mais quentes, o limite é de 20 minutos. Embora as termas do Hotel Géllert sejam as mais famosas de Budapeste, a chamada pérola do Danúbio, o acesso difícil ao lugar estimula novas alternativas, como as termas Széchenyi Furdo, num parque da cidade. Ali, é possível aproveitar as piscinas cobertas e outras na área externa por cerca de R$ 30.

O preço pode subir caso o cliente opte por massagens e serviços mais exclusivos. O resultado, sem dúvida, é gratificante. Ainda no parque é possível visitar monumentos e descansar na beira do lago.

Visitar as atrações de Budapeste exige fôlego e disposição para encarar subidas íngremes. Uma delas, no lado oeste do Rio Danúbio, leva a um dos pontos turísticos mais procurados pelos visitantes.

Um dos principais atrativos em Budapeste é o castelo de Buda. Com a ajuda de um bondinho, é possível chegar ao alto do morro, que oferece uma bela vista do Rio Danúbio e do imponente parlamento, na outra margem. O percurso também pode ser feito a pé, mas o caminho em ziguezague e as subidas íngremes não são muito seguras nem recomendadas para quem pretende economizar fôlego para explorar a cidade.

Barraquinhas de comidas típicas e lembranças da Hungria seguem o calçadão que liga o castelo à parte alta da cidade, na região de Buda. Ali estão restaurantes e hotéis de atendimento refinado e preços razoáveis. Mas é possível apreciar, com uma certa economia, pratos típicos do país, como o goulash, espécie de sopa com carne de vaca e páprica, o que deixa a refeição servida como entrada um pouco apimentada.

Chamam a atenção os telhados, em forma de mosaico, de igrejas e sinagogas. A imponente Catedral Santo Estevão, na margem leste do Danúbio, se destaca entre os prédios mais belos na região de Peste. O edifício imponente é visto do alto do Palácio Real e conta com uma relíquia assustadora: a mão direita embalsamada do santo, protegida por uma redoma de vidro, numa sala próxima ao altar. A igreja São Matias, perto do palácio, no lado oposto ao rio, é mais singela, mas nem por isso menos encantadora.

Os mosaicos do colorido telhado e a bela vista panorâmica da cidade são atrativos do templo, no alto do bairro de Buda.

BUDAPESTE, O FILME

- Quer conhecer um pouco mais da cidade? Então, fique atento à estréia do filme Budapeste, baseado no livro de Chico Buarque e dirigido por Walter Carvalho, que em breve estará nos cinemas. O longa-metragem conta a história de José Costa (Leonardo Medeiros), um ghost writer que, na volta de uma viagem, é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade húngara, o que desencadeia uma série de eventos. Casado com Vanda (Giovanna Antonelli), uma famosa apresentadora de telejornais, Costa conhece Kriska (Gabriella Hámori) em Budapeste. Com ela aprende húngaro que, segundo dizem, “é a única língua que o diabo respeita”.

- Budapeste tem um farto cenário musical, com concertos quase diários de música erudita e apresentações concorridas de ópera, como Aida, Carmem, Salomé, no Hugarian State Opera House. Os turistas que pretendem visitar a capital húngara e conferir alguns desses espetáculos pode comprar ingressos aqui no Brasil. Informações:

www.keithprowse.com.br

Apesar de fazer parte da União Europeia desde 2003, a Hungria ainda não adotou o euro e a moeda do país, o forint, é bastante desvalorizada.

R$ 1 = 89,88 forints (HUF)

Correio Braziliense

FLÁVIA FOREQUE

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