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Jornal de Santa Catarina

22/07/2009 | N° 11685AlertaVoltar para a edição de hoje

INTERIORES

Conforto doméstico

ELEVADORES RESIDENCIAIS FAZEM PARTE DE PROJETOS QUE PRIVILEGIAM A ACESSIBILIDADE DENTRO DE CASA

Elevador em casa não é sinônimo de luxo, se considerarmos um imóvel com mais de um pavimento e moradores com dificuldade para subir escadas. Antever transtornos decorrentes de contratempos de saúde também justifica adotar o equipamento que garante acessibilidade, principalmente para usuários de faixas etárias elevadas. Em casas ou apartamentos em que o recurso não foi projetado na planta, é preciso avaliar onde instalar o elevador e considerar o uso de uma cadeira elevatória, pela metade do preço.

Com materiais de última geração e design contemporâneo, especialistas estimam que o equipamento valorize um imóvel em até 20% do seu valor de mercado. E arquitetos comprovam que não atrapalha a proposta de interiores – é possível até mimetizar o elevador por meio de uma porta extra, similar às demais da residência. Novas tecnologias dispensam a casa de máquinas – grandes estruturas, geralmente colocadas sobre o telhado – e tornam esta alternativa de locomoção interna menos onerosa estrutural e financeiramente.

De acordo com o supervisor de marketing e novas instalações de um fabricante internacional com filiais no país, para comportar os equipamentos basta abrir um duto. Este pode ser feito de alvenaria comum (de tijolos maciços), estrutural (de materiais mais resistentes que permitem subir alguns andares sem a necessidade de pilares de sustentação) ou de vedação (com tijolos furados), de estrutura metálica ou até de vidro. No entanto, é preciso incluir vigas de concreto, colocadas a cada andar para dar sustentação à cabine. O espaço mínimo deve comportar uma cadeira de rodas e um acompanhante, respeitando o entorno para o deslocamento de entrada e saída dos passageiros.

Abrindo mão das novidades, o arquiteto Eduardo Lisboa Galvão de Freitas optou por um modelo tradicional. De aço inoxidável, com capacidade para 450 quilos, o elevador garante conforto no deslocamento pelos quatro andares desta casa de 360 metros quadrados. Proposto na construção, o dispositivo foi escolhido para dar privacidade a um casal com dois filhos – o casal tem seus escritórios profissionais no mesmo prédio.

No primeiro piso, o térreo, localizam-se a garagem e os ambientes profissionais dos proprietários. Acima, todos os pavimentos são residenciais: o segundo acomoda a área íntima, o terceiro é destinado aos espaços de convivência e o último comporta um terraço com churrasqueria e piscina.

– Neste projeto, o elevador era essencial, tanto com o objetivo de separar os escritórios do resto da moradia, quanto para o transporte de cargas e mantimentos aos andares superiores – avalia o arquiteto.

Diante de outra situação, quando a arquiteta Ingrid Stemmer sugeriu a instalação de elevador em uma casa, teve a ideia recebida com desconfiança pelos clientes. Mas após um curto período de reflexão, o casal decidiu acatar a proposta da profissional e não se arrependeu.

– A decisão se baseou no fato de a proprietária, que já tinha um filho, estar enfrentando na época da obra uma gravidez que exigia repouso – conta Ingrid.

Pensando nisso, o casal optou pela instalação de um modelo de elevador residencial, com capacidade para 210 kg, para servir aos três andares da casa. O dispositivo é de fácil manuseio e a maquinaria leve fica acomodada discretamente no sótão. Hoje, o equipamento se incorporou à rotina da casa e é utilizado no dia-a-dia.

Tire suas dúvidas
Como escolher o melhor elevador?
Antes de optar pelo modelo, considere quantas vezes você vai realmente usá-lo, quantas pessoas irá acolher, quais são as suas necessidades e o espaço disponível em casa.
Qual é o espaço mínimo recomendado para alojar o equipamento?
Conforme o modelo escolhido, é possível instalar o elevador em uma área mínima de 1,40 x 1,40m (comporta uma cadeira de rodas).
Onde deve ser colocado?
Em qualquer ambiente, desde que seja mantida uma área para a locomoção de quem entra e sai do equipamento – de preferência, um espaço em que uma cadeira de rodas possa manobrar.
Qual é o preço mínimo do elevador tipo doméstico?
R$ 40 mil. As cadeiras elevatórias têm preços a partir de R$ 20 mil.
Como deve ser feita a sua manutenção?
Uma vez por mês, é recomendável que o elevador passe por uma revisão de técnicos autorizados pelo fabricante.
Fonte: Fontes: José Luiz Mundim Soares, supervisor de marketing de novas instalações da Atlas Schindler, e Rafael Villar, gerente da divisão de acessibilidade da ThyssenKrupp Elevadores

 


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