Tênis Olympikus MountainNetshoesR$89,90
Celular intelbras Compare PreçosA partir de R$ 299,00
Notebook HP Pavilion DV5 3GBFast Shop.com.br10 x R$269,90
Som Auto KenwoodCompare PreçosA partir de R$ 300,00
Jaqueta Reebok InternacionalNetshoes 12 x R$29,99
Oterceiro show de Paul McCartney, na recente
reinauguração do Citi Field, no Queens,
Nova York, tinha tudo para ser nostálgico. Foi
ali, no antigo Shea Stadium, que há 44 anos os
Beatles se apresentaram por meia-hora para uma
plateia histérica, que não lhes dava
chances de ouvir suas próprias
músicas.
O passado, para o bem de todos, ficou apenas nas
canções. O clima foi de festa para a
massa de público veterano – acima de 50,
60 anos –, misturada a várias
gerações. Os 55 mil espectadores
só podiam agradecer pela noite fresca e pela
trégua da chuva que caía na cidade
havia dois dias.
Vestido com um paletó escuro a la Beatles e
com seu inseparável baixo Hofner, Paul surge
no palco ao anoitecer, sem
apresentações, acena por um tempo ao
público e manda os primeiros acordes de Drive
My Car, dos Beatles. O público vem abaixo.
Emenda com Jet, de sua antiga banda Wings, e outras
duas músicas mais recentes – e
aparentemente desconhecidas para a maioria.
Arranca gritos ao tirar o paletó e exibir uma
silhueta magra, com calça pendurada por
suspensórios. Apesar dos cabelos pintados e o
rosto marcado pelo tempo, mostra vitalidade e voz
límpida e potente aos 67 anos. São 33
músicas em mais de duas horas e meia de
show.
A cada intervalo, ele brinca com o público,
acena, vai ficando mais à vontade e fala de
sua noite histórica naquele estádio ao
lado de seus companheiros. Pede gritos e interage,
para loucura daqueles que gastaram mais de US$ 2.500
no pacote VIP com direito a assistir ao show do
gargarejo. Entre arquibancada e pista (fora da
área VIP) os ingressos variavam de US$ 50 a
US$ 275.
Paul faz um show para fãs, mais
especificamente para fãs dos Beatles. Das 33
músicas do repertório, 20 são
sucessos do quarteto de Liverpool. Outras seis da
época do Wings e sete mais recentes, da
carreira solo. O repertório variado
também ajuda a mostrar sua virtuose: troca o
baixo pela guitarra, com a qual esmerilha um solo de
Foxy Lady (de Jimmy Hendrix), vai ao piano, depois
pega o violão e parece brincar com um ukulele
(pequena viola havaiana). A competente banda que
acompanha Paul há quase uma década
é discreta. O baterista Abe Laboriel Jr., com
seu vozeirão, dá força no
backing, enquanto Rusty Anderson, Brian Ray e Paul
“Wix” Wickens se revezam nos
instrumentos.
A parte final do show, com dois bis, é
dominada pelos Beatles, com I Saw Her Standing There,
Yesterday e Get Back, e fecha com as
apoteóticas Sgt. Peppers e The End. Mais de 50
anos de uma história passada em quase
três horas.
Grupo RBSDúvidas Frequentes| Fale Conosco | Anuncie - © 2009 RBS Internet e Inovação - Todos os direitos reservados.