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Vestibular  | 18/12/2009 11h06min

Carreiras: Ciência Política pode fazer a diferença na corrida eleitoral de 2010

Partidos políticos estão cada vez mais dependentes do profissional da área

Quem presta atenção no noticiário pode perceber que a campanha política já começou. Partidos se apressam em definir seus candidatos para não ficarem para trás na corrida eleitoral do ano que vem, que elegerá, além de deputados e senadores, os governadores e o presidente da República.

Será a copa do mundo para os especialistas em marketing político, em análise de pesquisas eleitorais e em planejamento de campanhas. Coordenadora e professora do curso de Ciência Política da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), que tem o objetivo de formar profissionais para esse mercado, Ana Simão vê as campanhas cada vez mais dependentes dos especialistas.

– Esse setor está muito mais profissionalizado. É dificílimo os partidos não contratarem pessoas de fora. É preciso um belo planejamento estratégico e uma excelente análise das pesquisas para vencer uma eleição majoritária – diz a professora.

A cada eleição, ela percebe uma grande movimentação nesse mercado. A necessidade desses analistas aumenta com a disputa acirrada entre as siglas. Outro professor do curso, Paulo Moura explica o que pode tornar o egresso tão valorizado. A perfeita observação de uma pesquisa de opinião, por exemplo, vale ouro.

– O que a maioria conhece da pesquisa é a intenção de voto. Mas há outros dados, dependendo do trabalho, que não vêm ao público e que apontam expectativas dos eleitores. Sobre essas informações, um analista pode traçar uma boa estratégia política – afirma Moura.

Mas trabalhar em campanhas eleitorais não é o único caminho. Formado pela Ulbra em 2007, Carlos Borenstein representa, em Porto Alegre, uma conceituada empresa de consultoria com sede em Brasília. Entre os serviços que presta aos clientes, estão análises de conjuntura política e de políticas públicas.

– Nós trabalhamos apenas para empresas. O meu foco é realizar a análise política do Rio Grande do Sul, da Bahia, de Alagoas e da América Latina. Traço cenários de médio e longo prazo que são úteis para os clientes tomarem suas decisões – conta Borenstein.

Poder estudar a realidade de uma região sem envolvimento ideológico, o que nem por isso o impede de ter preferências políticas, foi um das características que o fascinaram na carreira. Ele chegou a ser militante e a participar de campanhas, mas logo descobriu que não queria ser político.

– Eu me apaixonei durante o curso. Tive uma certa resistência na família, havia uma insegurança sobre o meu futuro, mas conversei muito com eles. Hoje, estão todos orgulhosos.


Ciência Política
- O que faz: desenvolve marketing político, estratégias e gestão de políticas públicas. Assessora candidatos a cargos públicos, planeja e coordena campanhas
- Mercado: em organizações partidárias e órgãos governamentais, além de empresas, sindicatos,
associações e universidades
- O curso: dura quatro anos
- Remuneração: em assessoria parlamentar, média de R$ 2 mil
- Onde estudar
Privadas: América Latina, Ulbra
Pública: Unipampa

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