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 | 28/05/2012 10h43min

Frota mínima de ônibus não está circulando na Grande Florianópolis

Como o TRT ainda não foi acionado, os trabalhadores não estariam descumprindo a lei

Atualizada em 29/05/2012 às 10h51min Adriana Maria  |  adriana.maria@diario.com.br

Apesar de a greve ter sido anunciada na semana passada e deflagrada oficialmente a 0h de segunda-feira, a frota mínima de ônibus não está circulando na Grande Florianópolis. O transporte coletivo é considerado serviço essencial, conforme a lei federal 7.783. Por isso, a população deveria ter um atendimento mínimo durante a greve.

Na última sexta-feira, o Ministério Público Federal do Trabalho mediou uma reunião de conciliação entre a prefeitura e os trabalhadores, onde foi acordado a manutenção de 80% nos horários de pico e 40% dos ônibus nas ruas em horário normal. Com a frota mínima, seriam331 ônibus circulando das 6h30min às 9h e das 16h30min às 20h30min e 138 entre 0h e 6h29min, 9h01min e 16h29min, e das 20h30min à 0h.

Embora o secretário municipal de Transportes e vice-prefeito da Capital, João Batista Nunes, tenha afirmado que a reunião de conciliação foi feita com urgência para "provocar menos impacto na cidade", durante a manhã desta segunda-feira nenhum ônibus havia saído da garagem. As vans e ônibus escolares que estariam liberadas para circular na Grande Florianópolis não estão atendendo o fluxo de passageiros.

A procuradora regional do trabalho do MPT, Cristiane Kraemer Gehlen, deve avaliar a situação até o fim da tarde para tomar as medidas jurídicas cabíveis. Como o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ainda não foi acionado, os trabalhadores não estariam descumprindo a medida. Apenas o TRT pode determinar que a jornada de trabalho e quadro de horários sejam cumpridos durante a paralisação.

Durante a manhã desta segunda-feira, cobradores e motoristas estão reunidos para discutir as reivindicações. Uma nova reunião no fim da tarde deve discutir os rumos do movimento. Conforme Antônio Carlos Martins, da secretaria de comunicação do Sintraturb, como a greve foi deflagrafa há pouco tempo, a categoria não se ajustou para garantir o atendimento mínimo.

>>> GALERIA DE FOTOS: greve nos ônibus provoca transtornos para passageiros na Grande Florianópolis

Problemas no trânsito:


 

A greve nos ônibus agravou os congestionamentos entre o Continente e a Ilha. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), além da via expressa, a BR-101 também teve lentidão. As filas foram registradas nos dois sentidos. Afetou trechos de Palhoça e de Biguaçu, ambos na direção de São José.

Na Ilha, vias como a Beira-Mar e a SC-401 também registraram lentidão maior na comparação com dias sem greve no transporte coletivo.

Próximo ao terminal da Lagoa da Conceição, a fila em direção a região central da cidade estava maior do que o registrado normalmente. A lentidão no tráfego exigiu ainda mais paciência de quem precisava chegar ao Centro.

Fique atento ao serviço para tentar driblar os trantornos

:: Serviço de Transporte Especial

Funcionamento:
— Cinco bolsões de transporte alternativo serão criados na região central de Florianópolis.
— A frota, de 430 veículos, será composta por ônibus, micro-ônibus e vans já cadastrados pela prefeitura para turismo e transporte escolar.
— Nos bairros, os passageiros vão embarcar e desembarcar nos pontos de ônibus. Os terminais de integração estarão fechados.

:: Regiões atendidas
— Área central, Continente, Norte da Ilha, Leste da Ilha e Sul da Ilha.

:: Percurso
— Os veículos vão percorrer o mesmo trajeto do transporte coletivo e estão orientados a parar em todos os pontos de ônibus que tenham passageiros.

:: Preço da passagem
— R$ 4 para a área central da cidade, que vai do Centro ao Norte, até o Floripa Shopping, ao Leste até o Itacorubi e ao Sul até o aeroporto.
— R$ 5 para as outras regiões.

:: Horário de circulação

— Das 5h às 20h.
— Após esse horário, os veículos só vão circular se houver demanda.

Fonte: Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Termina



Sobre a greve:

Em assembleia feita na noite deste domingo os trabalhadores do transporte público da Grande Florianópolis mantiveram a decisão de paralisar as atividades a partir da 0h desta segunda-feira. A paralisação deve durar 24 horas. Uma nova reunião no fim da tarde desta segunda-feira discute os rumos do movimento. Na quinta-feira, em três assembleias, a categoria já havia decidido pela greve.

O encontro deste domingo — em que compareceram cerca de 2 mil trabalhadores — foi marcado depois que as empresas propuseram ganho real de 2% diante do pedido de 5%. Além disso, eles ofereceram reajuste no vale-refeição, de R$ 380 para R$ 410.

Como não propuseram nada sobre a redução da carga horária de 6h40min para 6h, a maioria dos trabalhadores decidiu manter a decisão.

O que querem os trabalhadores

:::
Aumento salarial com base no INPC e mais 5%.
::: Redução da jornada de trabalho de 6h40min para 6h, sem redução salarial.

O que diz o Setuf

:::
A diminuição da carga horária é inviável, pois exigiria a contratação de mais funcionários, e as empresas não podem arcar com o custo, que teria impacto no preço da passagem.

::: A prefeitura já sinalizou que não vai mais autorizar aumento de tarifa.

Em mapa, veja onde ocorreram transtornos com a greve:
Visualizar Paralisação do transporte urbano de Florianópolis em um mapa maior

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