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Conteúdo: portal-social  | 14/10/2009 09h23min

Nova lei de adoção quer impedir que crianças e adolescentes permaneçam em abrigos

Comunicação Portal Social

Impedir que crianças e adolescentes permaneçam vários anos em abrigos, tirando a chance delas encontrarem um lar adotivo ou retornarem para o convívio dos parentes é o principal objetivo da nova lei de adoção, que entra em vigor no dia três de novembro. A institucionalização por tempo indeterminado reduz, dia a dia, a possibilidade da criança encontrar uma nova família, já que a preferência dos casais brasileiros continua sendo por bebês ou meninas de até dois anos de idade.

Na avaliação do promotor da Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, José Antônio Borges, a Justiça e o Estado precisam ser rápidos na solução desses problemas. A nova lei propõe um modelo que dispensa os abrigos e prevê a instituição de famílias acolhedoras. Essas famílias cuidariam das crianças até que elas encontrassem um novo lar. Para o promotor, a proposta é interessante, mas ele ainda tem reservas sobre a sua funcionalidade. Se de um lado a proposta é positiva porque pode transformar famílias acolhedoras em futuros lares adotivos, do outro pode originar problemas futuros, criados pelos laços de amizade e amor que possam vir a unir as famílias às crianças, que podem não desejar mais voltar para a casa da família biológica, na maior parte das vezes mais humilde.

Em Cuiabá existem 46 crianças abrigadas, sendo que 619 já passaram pelos abrigos públicos de janeiro a setembro deste ano. Em pelo menos 50% dos casos, o que levou o poder público a retirar a criança da convivência dos pais foram maus-tratos. A outra metade foi a pobreza e as consequências que ela traz, como falta de saúde, educação e moradia. No Distrito Federal, há 163 crianças e adolescentes a espera de adoção. 93 têm entre doze e 18 anos e muitos entraram ainda bebês ou crianças pequenas. Em todo o Brasil, esse número chega a três mil.

De acordo com o chefe do Serviço de Adoção da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, Walter Gomes Sousa, não faltam famílias já cadastradas e habilitadas à espera de um filho adotivo. São 419 casais na fila de adoção, quase três vezes mais do que o número de crianças que precisam de um novo lar. Mas, segundo ele, o problema é que 99% destas pessoas querem um bebê recém-nascido, ao passo que a maior parte destas crianças têm mais de cinco anos de idade.

Fonte: Andi

Clique aqui e leia a Nova Lei da Adoção na íntegra

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Comentários

denise campos

Denuncie este comentário12/01/2012 17:58

quero saber como faço para adotar um bebe,pois não podemos ter,onde vamos pra iniciar o processo de adoção


TATIANEDAMASCENODECARVALHO

Denuncie este comentário09/01/2012 13:13

procure o forum de sua cidade la eles vão pedir os documentos e vc vai conversar com uma assistente social lá ela te explica bjs boa sorte vou fica torcendo pro teu sonho se realizar.

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