Continuando relato: -------------------- A mulher gravida golpeada, nao sofreu grandes ferimentos, pois levou um lambada com a parte lateral da espada, causando um tombo nos paralepipedos, logo alguns manifestantes jogavam bolinhas de gude, nas patas dos cavalos, para que os policiais caisem, tive que dar um volta bem grande para tomar o onibus para casa, pensei que descendo a rua Deodoro, estaria tudo bem, piorou, foi como se caise em uma arapuca, nunca tive tanto medo, pois no meio daquela encrenca, se via dos dois lados muitos policias com fuzil e baioneta e os dois contingentes faziam pressao coisa que parecia um sanduiche, naquele dia passei muito medo, até abriu uma brecha e corri.
Na epoca eu trabalhava como ajudante de sapateiro em uma saparia na rua Anita Garibaldi, a alguns dias após o corridao que o Figueredo levou, teve outro levante, só que desta vez, me pegou de surpresa, no meio da tarde as lojas coemsaram a fechar as portas, todos estavam comedo das reaçoes das ruas e meu patrao me dispensou mais sedo, o pior é voce ficar sem rumo em pleno centro da capital, de 1* tentei passar pela praça xv nao deu, ai subi e tentei desser pela praça Pereira Oliveira, ai que eu percebi o perigo, ali tinha um monte de policiais militares a cavalo e de espadas em punho, logo desceram correndo direto a praça xv, mas antes um deles, golpeou um mulher gravida que passava_
estive na tarde posteiro ao quebra-quebra na Felipe Schmitt. A avalaria foi esvaziando a cercando a praça, a multidão aumentava. "O povo unido jamais será vencido", repetido a beça.Fomos até a Praça da Bandeira (quase banhado na época) e o discurso era repetido de boca em boca (não havia sistema de som) mas todos acompanhavam o conteúdo. Na noite anterior, ficamos sabendo que 5 estudantes estavam presos e levados para Curitiba. A manifestação era tb pela libertação dos mesmos. Neste mesmo dia a comitiva presidencial teria um jantar em Palhoça, que foi suspenso, pois havia risco de novo confronto. Santa Catarina deu início forçando a abertura democrática o que reconhecido nacionalmente.
Em 1979 eu trabalhava no Besc, fomus obrigados a participar do evento, quando dirigi-me para Palhoça, as márgens da BR 101, na estação da Celesc para recepcionar o Presidente com um almoço. O mesmo chegando lá, depois daquele embrólio na Praça XV, ficou por uns 5 minutos, dizendo que estava decepcionado. Os presentes ao ato também insatisfeitos com a ditadura do atual regime, jogaram areia para cima, onde os seguranças com microfones por baixo da manga do paletó se comunicavam, tirando imediatamente o Figueiredo do oba oba. Foi um tumulto total. Esta foi a minha participação neste episódio, onde culminou com a famosa NOVEMBRADA.
Foi o ato mais importante pró-democracia e fim do regime autoritário já acontecido em SC., muito corre-corre, xingamentos de toda ordem e parte, muitos lideres(hoje) que estavam presente, lavaram a alma, dando vasão à toda repugnância à ditadura, ora, aquele momento, presente. Cavalaria, policiais e muita confusão, eu estava lá e pude presenciar e certificar-me do quanto o povo estava sofrendo! Toda a luta valeu à pena, o que repenso é pelo fato de que, hoje não valorizamos a nossa liberdade como a preconizamos à epoca, que sirva de lição para todos, não queremos sofrer com ditadura, porem devemos repensar a tal democracia, com liberdade demais e respeito de menos! Hoje, não se justifica!!!
Eu frequentava o Curso Pré-vestibular Barriga Verde.Ao cruzar a praça 15 uma turma passou arrastando um balão estourado clamando: "Olha o balão da fome"! Era um dos balões içados pelo Jorge Bornhausen ue os manifestantes "abateram" e o arrastavam pela praça.
Na epoca com 18 anos , era eu o cinegrafista da TV Catarinense , que conseguiu em conjunto com Walter Souza , escutar o depoimento do Presidente em frente ao Palacio assim que ele desceu ,para o enfretamento , após gestos do Presidente de que a minoria estava protestando , gestos claros nas imagens feitas por mim em arquivo na RBS , pois na ocasião os equipamentos de TV muito limitados , microfone com fio , ou seja tivemos que fazer um verdadeiro corpo a corpo para conseguirmos aquela sonora com imagens , realmente foi um fato inedito unica emissora e equipe a conseguir o material , tive que me superar , para conseguir as imagens e a sonora , do fato que tornou se parte da historia .
nao eu tava na california mas vi no ato na tv naquela epoca nada saia do brasil, imagina floripa fiquei feliz ao saber que o figueredo levou uma bufa de um taxista sinal do fim da ditadura foi pelo aumento da gasolina so em floripa desde entao so saimos pro brasi e mundo quando tocamos o terror nao aviolencia, mas essa ai valeu
Eu estava sim no meio da multidao acompanhando todos os acontecimentos,lembro que estava quase em frente ao palacio rosado. Quando a gritaria começou, neste momento imaginei o que poderia acontecer, quando o público começou a ovacionar, gritar fora Figueiredo e os gritos foram aumentando e quando o presidente resolveu infrentar a populaçao eu foi ficando sempra a distancia, pois ja imaginava que com esse enfrentamento ia se formar um quebra pau e foi o que aconteceu, a policia nao poupou e foi em cima da fúria do povo que se achou agredida pelo proprio presidente ao enfrentalos,sei que a pessoa que deu o soco no ministro(aquele japones)ficou escondido 10 anos, fugi do local pois ia preso.
SIM, EU ESTAVA LA NO DIA 04 DE DEZEMBRO DIANTE DAS DEZ MIL PESSOAS REUNIDAS NO LARGO DA CATEDRAL E JUNTOS PEDIAMOS ALIBERTAÇÃO DOS ESTUDANTES PRESOS. FUI O UNICO ORADOR QUE CONSEGUIU LER O DISCURSO EM SUA INTEGRA ( NÃO TINHAMOS MICROFONE E A MUTIDÃO REPETIA AS FRAZES PROFERIDAS PELO ORADOR) FALEI EM NOME DO MOVIMENTO PRÓ PT QUE ESTAVA SURGINDO NA ÉPOCA. O DISCURSO LIDO FOI ELABORADO POR MIN E PELO PROFESSOR VALMIR MARTINS DENTRO DA CATEDRAL SOB O OLHAROS COUMPLICIDADE DOS SANTOS. APOS MEU DISCURSO A POLICIA DO SR JORGE BORNHAUSEM REPRIMIU VIOLENTISSIMAMENTE TODA A MULTIDÃO...É NESCESÁRIO IR MAIS FUNDO NA PESQUISA DAQUELA ÉPOCA POIS EXISTE MAIS EPISODIOS DESENCADEADOS ...
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