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Economia  |  03/02/2012 19h20min

Escultor da galinha Kasulke de Blumenau lamenta decisão da Justiça de retirar estátua

Vilmar Medeiros trabalha atualmente na construção de monumentos em Laurentino

A vida de Vilmar Lopes de Medeiros, 39 anos, mudou depois que ele construiu a galinha da Granja Kasulke, instalada na SC-474 em Blumenau. Foram quatro meses, de 12 horas de trabalho que valeram muito a pena. Hoje é conhecido no Estado e procurado por clientes até de São Paulo para fazer estátuas. Descobriu que era artista por acaso. Vilmar é natural de Canoinhas e foi trabalhar no Beto Carrero, em Penha, depois de terminar o antigo Segundo Grau. Lá desenvolveu o talento. Atualmente mora em Laurentino, onde constrói 10 estátuas em comemoração ao cinquentenário do município. Até o fim do ano, Medeiros vai fazer um monumento do fundador da cidade e uma carroça com produtos fabricados na região. Só fica triste por um fato: lamenta a decisão da Justiça, a pedido do Deinfra, de remover a galinha da Kasulke do local.

Jornal de Santa Catarina - Quando foi e quanto tempo durou a construção da galinha?

Vilmar Lopes de Medeiros - Eu fiz a peça em 2007 e a construção durou uns quatro meses. Eu trabalhei umas 12 horas por dia ou mais. Trabalho por hora e o material foi fornecido pela empresa. Só tenho uma pessoa para me ajudar no acabamento, as outras pessoas me ajudaram na parte bruta.

Santa - Qual o material utilizado?

Medeiros - No geral, concreto e ferro armado. O ovo é maciço feito de concreto misturado com bola de isopor. A emenda são três metros de concreto. O restante, o recheio dela, é concreto e bola de isopor batido. Ao redor é o cimento bianco na massa e depois ela foi esculpida à mão.

Santa - Quem te contratou para fazer o trabalho?

Medeiros - A ideia foi o proprietário da granja, o Mairo Kasulke. Ele viu um cisne que eu construí em Barra Velha e aí teve a ideia da galinha. Me procurou, acertamos o preço e eu fiz. Eu fiz a ferragem num galpão, na granja, depois eu fiz a sapata que é o suporte embaixo do ovo. E ai a ferragem foi trazida por um caminhão. Aí soldamos em volta e fomos colocando o ovo e depois a galinha.

Santa - Você trabalha com isso há quanto tempo?

Medeiros - Há uns 13 anos. Eu fiz o Segundo Grau e depois trabalhei no Beto Carrero. Eu aprendi desenhar e fazer maquetes em gesso e argila. Trabalhei muito tempo lá. Desenvolvi e aprendi lá o dom que eu tenho.

Santa - Quanto custou o trabalho?

Medeiros - Eu não lembro quanto eu cobrei. O material quem pagou foi a Kasulke e eu não tenho isso anotado. Mas eu cobro por hora. Aqui em Santa Catarina custa R$ 25 a hora. Fora daqui é R$ 35. Hoje, uma galinha igual a da Kasulke custaria R$ 50 mil.

Santa - Você está acompanhando a polêmica sobre a retirada da galinha da SC-474?

Medeiros - Eu acho que deveriam ter embargado a obra no início, então. Tinham que ter medido e dito que não podia construir a estátua lá. Aí dava tempo de tirar a ferragem de lá, logo no início. Depois que estava tudo concretado que apareceu uma pessoa do Deinfra. Achamos que iam suspender a obra, mas ninguém embargou. Ai nós concluíamos a obra. É errado o que estão fazendo agora.

Confira a entrevista completa na edição fim de semana do Santa.

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Comentários

Carlos Roberto  - 

Denuncie este comentário05/02/2012 07:10

Não acredito que seja necessário fazer a demolição da Galinha da Kasulke. Indo a cidade de Ilhota, o que se mais vê na beira de estrada são mulheres semi-nuas, com bikinis e moda praia e ninguem não faz nada para banir isso um pouco e com certeza retiram mais a concentração dos motoristas do que uma galinha de concreno, num canto retirado a margens da serra. Acredito que o pessoal do DEINFRA deveria se preocupar mais com a qualidade do asfalto, da segurança em si na rodovia do que com a pobre da galinha

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