Variedades | 19/12/2011 17h11min
De um lado, fotos montadas, coladas e reveladas de uma forma diferente. Pelo jardim, pequenos seres povoam o verde e dividem espaço com ninhos de cerâmica. Em um terceiro espaço, pratos mostram o que se come com a boca, com os olhos e com os sentimentos. Estas obras, reunidas por oito artistas do Vale do Itajaí _ Beliria Boni, Fabricio Schmidt, Gláucia Maindra, Marco Struve, Maria Goretti, Priscila Brazuna, Rosina de Franceschi e Suzana Sedrez _ fazem parte da 3ª Mostra Sesc de Arte Contemporânea Aldeias: Memórias e Identidades, que segue até 30 de janeiro, na Casa Sesc, em Blumenau.
O tema Aldeias: Memórias e Identidades surgiu durante os encontros de preparação e veio dos próprios artistas, que queriam mostrar o lugar onde moram — o Vale do Itajaí — e o que ele representa. Em muitos casos, eles expõem momentos de suas intimidades e também das pessoas que vivem nestas cidades.
>>>Confira as fotos das obras expostas na Mostra Sesc de Arte Contemporânea<<<
Para comandar os trabalhos, convidaram a curadora Carla Carvalho. Segundo ela, o tema da exposição quer mostrar que todo o Vale é uma grande aldeia, que tem identidade e memória próprias. Mas também que esse lugar não está descolado do restante do país ou do mundo:
— Na mostra, a Aldeia é no sentido de nosso lugar, onde podemos discutir nossas memórias, aquilo que guardamos com a gente, e nossa identidade, o que nós construímos e o que nos constrói.
Diante da definição dos objetivos, foram escolhidos os trabalhos, todos inéditos, uma exigência da curadora. A seleção dos artistas começou ainda no primeiro semestre. Com os oito artistas definidos, começaram as reuniões para escolher o tema e as obras para a mostra. E até nesta escolha, o sentido da Aldeia imperou, pois cada uma das oito obras da exposição foi uma decisão do grupo.
Aliás, a troca de experiências e a colaboração mútua, típicas do convívio em pequenos lugares, se uniu à descoberta de novas formas de arte e à formação de novos pensamentos, características de quem acompanha o que acontece no mundo. O primeiro encontro foi em setembro e o sétimo, e último, em novembro, quando foi feita a montagem da exposição.
— Queremos dar espaço aos artistas no sentido de formação e de apoio, para ajudarmos a descobrir o que o artista está fazendo, o que ele quer fazer e como está desenvolvendo seu trabalho.
Exposição
Beliria Boni fez os Urbanóides, bonecos de arame e sacolas plásticas
Foto:
Fabricio Schmidt
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Divulgação
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