Polícia | 04/04/2011 20h20min
A Polícia Civil de Jaraguá do Sul tem o nome do principal suspeito de ser o mandante da agressão e do assalto a uma mulher de 76 anos, na quinta-feira passada. O homem tem 28 anos e é um parente da vítima que esteve minutos antes do crime na casa dela.
O delegado Marco Marcucci, da Delegacia da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso, pediu a prisão preventiva do suspeito ainda na sexta-feira. Mas, segundo o delegado, ele ainda não se apresentou.
— Dei o prazo aos advogados até esta terça-feira para ele se entregar. Caso não aparecer, ele será um foragido da Justiça — diz.
O suspeito de agredir a idosa, segundo depoimento de familiares, mora em Balneário Barra do Sul. Uma equipe da Polícia Civil esteve na casa dele no sábado passado, mas não o encontrou.
A suspeita de Marcucci é de que ele esteja escondido em Curitiba, onde ele tem parentes. Nesta segunda-feira, os advogados do suspeito compareceram à delegacia da Mulher. O advogado Márcio Roberto Mendonça disse que vai se inteirar sobre o caso, para se manifestar.
— A família do suspeito me procurou para dar uma orientação. Vamos estudar todos os detalhes do caso e dar uma posição ainda esta semana. Não podemos afirmar ainda se ele vai se apresentar — explica.
Segundo o delegado, o caso chocou a população.
— A vítima foi muito agredida e torturada. Para tentar se livrar dos bandidos, ela precisou fingir que estava morta — conta Marcucci.
Ele ouviu a vítima na tarde de sexta-feira e disse que ela afirmou que um parente esteve minutos antes do crime em sua casa.
— Quando o suspeito ia embora, a senhora pediu para que ele trancasse o portão com o cadeado. O que ele não fez — revela o delegado.
O delegado conta que, logo em seguida, um homem encapuzado invadiu a casa. Ele tentou arrombar a porta e agrediu a vítima com socos, pontapés e usou facas para ferir a mão da aposentada.
— Ele exigia um dinheiro que acreditava estar escondido na casa. O bandido disse à vítima que o suspeito havia falado que ela escondia dinheiro em casa — revela o delegado.
O dinheiro, segundo Marcucci, era uma correção da aposentadoria do marido de Ermelina, que já morreu. A vítima ainda não tinha recebido o valor INSS, mas todos na família sabiam que ela tinha este direito.
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