Geral | 19/03/2011 12h33min
A chuva da última sexta-feira foi trágica para quatro pessoas que passeavam com um barco pelo ribeirão do Rio Cubatão, perto da Vigorelli. Jackson Fagundes, 29 anos, Francisco Carlos Fagundes, 52 anos, Douglas Fernandes, 31 anos, e Adriano Mendes Bueno, 28 anos, voltavam para casa quando foram surpreendidos pela força da chuva, que tomou conta da bateira em que estavam, perto das 23h.
A embarcação afundou e Adriano, que pouco sabia nadar, não conseguiu se salvar. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros e equipe da Marinha fazem buscas pelo local para encontrar o corpo.
Os tripulantes do barco não tinham nenhum equipamento de segurança, e nem colete salva-vidas. Na hora do naufrágio, Jackson e Douglas nadaram até chegar na encosta. Mas Adriano que, segundo informações dos amigos, pouco sabia nadar, ficou desesperado.
— Pedi para ele ter calma. Ele me agarrou e me afundou. No que voltei, não consegui segurar ele. Se fosse de dia, eu teria salvo ele —, lamenta Francisco.
— Estava todo mundo na parte de trás do barco, que estava parado. Ele afundou do nada. Achei que um barco tinha batido na gente —, lembra Douglas.
Jackson chegou a ver Adriano cair na água na água.
— Ele batia braço e perna para todo lado —, conta.
O primo da vítima Jean Mendes Bueno comenta que o parente costumar ir pescar. Apesar de jogar de ir para o mar, não sabia nada muito bem.
— Ele era um amigo. Uma pessoa boa —, diz Francisco, inconformado pela perda.
Era a primeira vez que Adriano ia pescar com a família de Francisco.
— Quando Douglas e Adriano pediram para ir junto, até pensei em não levar —, recorda.
A vítima morava no bairro Jardim Paraíso e trabalhava como pedreiro. Deixou esposa e três filhos, um deles de apenas 40 dias.
Três mergulhadores trabalham para encontrar o corpo no sábado, mas a água ainda estava turva por causa da chuva do dia anterior.
— Vamos fazer o possível —, destaca o bombeiro Ademerir Gonçalves de Barros.
Segundo ele, a equipe foi até o local na sexta-feira para fazer as buscas, mas não conseguiu por causa da escuridão. Outro complicador, foi a maré cheia da noite do acidente, que pode ter arrastado o corpo para outra região.
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