Geral | 02/09/2009 10h27min
O comissário da Polícia Civil Robson Krüger não atendia uma ocorrência como a do último domingo há pelo menos 25 anos. “Foi macabro”, classifica. Ao longo de cinco quilômetros em uma estrada de chão da localidade de Bituvinha, em Mafra, no Planalto Norte, Krüger recolheu pedaços de roupas de Josel Bello, 38 anos, morto na madrugada de sábado.
Josel foi encontrado por um vizinho com as mãos amarradas a um cavalo que passou a noite galopando pela estrada. A vítima foi encontrada sem roupa na manhã de domingo. Apesar de Josel ter sofrido um golpe de facão no rosto, o legista confirmou que a morte foi provocada pelas pancadas na cabeça.
— Pela batida nas pedras da estrada ou pelos coices do animal — diz o delegado Paulo Campos dos Santos.
No posto de gasolina, na oficina mecânica, as pessoas queriam saber detalhes do crime.
— Onde eu chego, as pessoas comentam que foi um crime bárbaro — afirma o comissário Krüger.
A repercussão foi maior na área rural de Bituvinha, a
cerca de 50 quilômetros do Centro de Mafra.
— A gente vive aqui achando que está livre dos crimes das metrópoles, mas não está. Foi algo bárbaro — diz Adilson Schoeffel, 47 anos.
— Foi uma barbaridade. Eu nunca tinha visto crime assim — completa Arnaldo Acke, 51.
Dono de madeireira, Schoeffel foi patrão de Abel Pires, 24 anos, um dos indiciados pelo crime.
— Ele era um sujeito quieto — lembra.
No domingo, a polícia prendeu Abel e Sidnei Strack, 20 anos, como suspeitos da morte.
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