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Geral  |  01/09/2009 12h37min

STF cancela sessões após morte do ministro Menezes Direito

CNJ e TSE também modificaram agenda desta terça-feira

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nota na manhã desta terça-feira na qual informa que as sessões previstas para hoje e quarta-feira foram canceladas em função do falecimento do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que morreu nesta madrugada, no Rio de Janeiro.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também cancelou nesta manhã a sessão plenária que ocorreria a partir das 14h desta terça-feira. Assim como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a sessão prevista para se iniciar às 19h. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por sua vez, ainda não tomou nenhuma decisão neste sentido.

Afastado dos trabalhos no Supremo desde o dia 20 de maio, Menezes Direito não resistiu a complicações no pâncreas. O velório ocorreria às 9h30min desta terça, no antigo prédio do STF no Rio, atual Centro Cultural da Justiça Federal. O enterro será às 17 horas, no cemitério São João Batista, em Botafogo.

Menezes Direito completaria no dia 5 de setembro dois anos como ministro do STF. Antes, ele exercia a função de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cargo que ocupou por 16 anos.

O presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e outros ministros da Corte, como Marco Aurélio Mello, irão ao Rio de Janeiro para acompanhar o velório e enterro do colega Menezes Direito.

Marco Aurélio lamentou profundamente a morte do colega Menezes Direito.

— É uma perda muito grande. Um homem que tem uma enorme folha de serviços prestados à sociedade brasileira. Um homem de uma firmeza inabalável. Muito dedicado ao ofício. Sua qualidade maior era a firmeza e a solidariedade — disse o ministro Marco Aurélio.

O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, que também é ministro do STF, ressaltou à dedicação de Menezes Direito à causa pública.

— Foi antes de tudo um grande estudioso de direito. Era um homem vocacionado para os estudos jurídicos. Muito devotado ao exercício da profissão. Ele encarava o ofício com muito entusiasmo, com devoção — disse Britto.

— Ele chegou ao Supremo e não precisou de período de adaptação. Chegou pronto para desenvolver seu trabalho com uma desenvoltura que sempre nos passou segurança — completou o ministro.

Ayres Britto disse que não irá ao velório, porque se recupera de uma gripe.

As informações são do site G1.

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Nelson Junior, Divulgação / 

Direito foi indicado para o Supremo em 2007, pelo presidente Lula
Foto:  Nelson Junior, Divulgação


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