Geral | 24/08/2009 11h51min
Correção: Das 00h53min de 22 de agosto às 11h45min de 24 de agosto, este site informou equivocadamente que 85 pessoas estavam internadas em UTIs por causa da gripe A. Na verdade, o número se refere a internações por síndrome respiratória aguda grave, não necessariamente gripe A. A informação correta foi repassada pelo secretário da Saúde, Dado Cherem. O texto foi corrigido.
Dos 548 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina, 85 estavam ocupados por pessoas com síndrome respiratória aguda grave nesta sexta-feira, 21 de agosto.
A Central de Regulação Estadual de Leitos de UTI não informou quantos dos 463 cômodos restantes estavam ocupados por pessoas com qualquer outro tipo de doença ou quantos estão disponíveis para quem tem gripe A.
O número de internações em UTI cresce no Estado. No dia 13, início do levantamento, eram 57 internações. A coordenadora da Central de Regulação, Gladys Lentz Martins, disse que, se houver necessidade desse tipo de leito, o Estado pode pagar hospitais particulares.
— Estamos trabalhando para viabilizar o máximo de leitos — destacou.
A quantidade de pacientes que passaram pela UTI e receberam alta também não foi divulgada. O levantamento dos dados sobre internações é feito por telefone e depende da
disponibilidade dos hospitais em repassar as informações.
Por causa da evolução da gripe A, deve ser implantado um sistema online.
— A implantação do sistema online não depende só da gente. Imaginamos que em duas ou três semanas vamos conseguir implantá-lo — disse Gladys.
Segundo a coordenadora, a central funciona 24 horas por dia. A checagem das internações é feita de duas a três vezes por dia, por telefone. No Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, os leitos de UTI passaram de cinco para 10 por causa da gripe A. O aumento ocorreu em julho, segundo o diretor do hospital, Antonio Miranda.
Referência em doenças infecto-contagiosas e pulmonares, a unidade só abrigou pacientes com suspeita de H1N1. Os encaminhamentos dos pacientes foram feitos pela Central de Regulação.
De acordo com o diretor, a maior parte dos pacientes que chegaram à UTI do hospital teve a doença com quadro clínico grave. Pacientes de risco, como gestantes, também foram atendidas, inclusive com a cesariana dentro da
UTI.
Leia mais no Especial da Gripe A
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