Economia | 24/08/2009 04h56min
Patrões e empregados vão disputar um clássico esta semana. Está marcada para amanhã uma reunião, na Câmara dos Deputados, para discutir uma proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho, com manutenção do salário. O projeto ainda eleva de 50% para 75% o adicional pago pela hora extra.
Dada a delicadeza do tema, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), organizou uma comissão geral, para especialistas contra e a favor da proposta darem explicações aos
deputados e prepará-los para a
votação.
Por enquanto, o placar está a favor dos sindicalistas. No dia 30 de junho, a comissão que examina o assunto aprovou o relatório a favor da proposta. Mas para entrar em vigor, precisa ser aprovada na Câmara e no Senado, em dois turnos de votação em cada casa, com três quintos dos votos favoráveis.
Para os sindicalistas, a redução da jornada de trabalho só tem vantagens: ela geraria 2,5 milhões de novos empregos e teria impacto de 1,99% sobre os custos das empresas, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) não é contrária à redução da jornada quando negociada com o sindicato. Mas sustenta que a regra não deveria estar “engessada” na Constituição.
– Se os concorrentes internacionais têm turnos maiores e, portanto, produzem mais a menores custos, vamos perder mercados, criando empregos lá fora e não aqui dentro – afirmou Paulo Tigre,
presidente da Federação das Indústrias do Estado e
vice-presidente da CNI, que participará da reunião.
Grupo RBS Dúvidas Frequentes | Fale Conosco | Anuncie | Trabalhe no Grupo RBS - © 2010 clicRBS.com.br Todos os direitos reservados.