Política | 22/08/2009 17h26min
Autor de quatro propostas em favor do aposentados que ganham mais de um salário mínimo, o senador Paulo Paim (PT) disse na tarde deste sábado em Porto Alegre que não pensa em deixar a sigla em função da disputa com o governo em torno do tema, mas não abre mão de suas convicções por pressão partidária ou solidariedade ao Palácio do Planalto.
— Vou levar às últimas consequências esta luta. Espero que o partido entenda isto — disse o senador, pedindo para a sua posição não ser interpretada como uma ameaça ao PT.
Governo, centrais sindicais e entidades que representam os aposentados voltam a se reunir nesta segunda-feira em Brasília para tentar um acordo. No último encontro, o governo pediu que os aposentados abrissem mão dos quatro projetos do senador Paim para, em um segundo momento, apresentar uma proposta de reajuste acima da inflação para os benefícios em 2010. A posição do governo foi rechaçada. Segundo Paim, deputados que representam o governo com quem
conversou na sexta-feira se
comprometeram a tentar convencer os ministros envolvidos na negociação a apresentarem uma proposta concreta na reunião desta segunda-feira. Caso persista o impasse, os projetos podem ser votados na Câmara, onde Paim diz ter certeza da vitória.
— Se a Câmara aprovar e o Lula vetar, será um desastre para a campanha presidencial— alerta.
Os projetos de Paim recuperam perdas passadas das aposentadorias, vinculam o reajuste dos benefícios ao salário mínimo e extinguem o chamado fator previdenciário.
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