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Geral  |  16/09/2011 21h06min

Deslizamentos durante a enchente em Blumenau ocorreram em pontos onde havia alerta de risco

Em 10 dias, foram registrados 264 deslizamentos de terra, sendo 161 nos pontos considerados de risco

Cristian Weiss  |  cristian.weiss@santa.com.br


Os efeitos da enchente da semana passada e dos temporais do último mês reafirmaram o perigo de quem mora em áreas consideradas com algum grau de risco em Blumenau. Do dia 6 até sexta-feira, a Defesa Civil registrou 264 deslizamentos de terra em todo o município, 161 deles nos locais que integram o Mapa de Áreas de Risco Geológicos.

Mesmo antes da enchente, de julho a final de agosto, houve 124 desbarrancamentos de pequeno e médio porte, dos quais 110 ocorreram nas zonas vulneráveis. Os episódios mais graves da última semana foram nas ruas Cristina, Reinoldo Gutz, Frederico Korte e Otto Manske, no Bairro Velha Central, interditadas definitivamente pela Defesa Civil. Na área, houve o pior deslizamento de terra registrado durante a enchente.

Quinta-feira, mais cinco casas que ameaçavam desmoronar, depois que parte de uma delas caiu, foram demolidas na Rua Doutor Pedrinho, Bairro Itoupava Central. Os trabalhos de demolição incluem 121 imóveis em seis ruas condenadas. Todas localizadas em regiões vulneráveis apontadas pelo Mapa de Áreas de Risco Geológicos.

Iniciado em 2009, como resposta aos deslizamentos de terra da tragédia de 2008, o estudo tem 35 zonas da cidade em análise pela equipe de geólogos da prefeitura. Um terço das áreas já foi estudado e 21 trechos, cujos terrenos foram classificados como de alto risco de deslizamento, foram interditados definitivamente pela Defesa Civil, medida tomada para evitar que as áreas voltem a ser ocupadas.

Defesa Civil condenou 1,5 mil residências desde novembro de 2008

As áreas mais críticas são os morros Coripós, Arthur e Emil Wehmuth, os bairros Nova Esperança e Valparaíso e a região da Velha e Velha Grande, com trechos interditados devido ao alto risco de deslizamentos. Nestes casos, as famílias retiradas do local recebem ajuda das secretarias de Assistência Social e da Habitação para recomeçar a vida.

Nas outras regiões, onde o grau de risco é menor, mas exige monitoramento constante, a Defesa Civil orienta os moradores a canalizar a água que desce das encostas, construir muros de contenção e manter-se alertas para deixar as casas, caso percebam risco de desmoronamento.

Desde novembro de 2008, cerca de 1,5 mil edificações foram condenadas pela Defesa Civil, das quais 450 ainda precisam ser demolidas.

— O ideal mesmo seria remover toda a população, das áreas mais críticas até as de menor risco. Mas é inviável hoje, por estarem em quase um terço de todo o território do município — analisa o secretário de Defesa Civil, José Egídio de Borba.

Leia a reportagem completa na edição do Santa deste fim de semana

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