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Mundo  |  02/03/2010 15h42min

Jaraguaenses que trabalham no Chile avisam a família que estão bem

Funcionário da empresa Duas Rodas está com a família em Santiago

A família de Yara Cristina de Souza tomou um susto na madrugada do último sábado. Estavam todos dormindo tranquilos na sua casa em Jaraguá do Sul quando o telefone tocou e os acordou. Do outro lado da linha quem falava era o tio de Yara, Henry Roberto Pasold.

— Acabou de acontecer um terremoto aqui no Chile. Só estou ligando para dizer que estamos todos bem — foi o que conseguiu dizer antes que a ligação caísse.

Todos, no caso, eram ele, a esposa Eliane e dois filhos, um de 11 e outro de 12 anos. Ninguém entendeu muito bem a mensagem, até que começaram a aparecer as primeiras de níticias do grande tremor de terra, de 8,5 graus na escala Richter, que atingiu o país vizinho.

A família começou a ficar apreensiva, mas logo durante o dia Henry conseguiu fazer outras ligações para tranquilizar os familiares. Segundo conta Yara, seu tio mora em Santiago há 4 anos, onde trabalha como gerente de vendas de uma filial da empresa Duas Rodas.

Por causa do tempo de estadia lá, a família já estava acostumada com pequenos abalos e sabiam como proceder, como ficar sob os marcos das portas ou sair de casa o quanto antes.

— Mas eles nunca tinham passado por um desse porte. Ele conta que o chão ficou tramendo por mais de um minuto e meio e era como se estivessem sobre uma ponte pencil que está balançando. As pessoas não conseguiam ficar de pé e ele diz que os carros quicavam cmo bolas no chão — revela Yara.

Nas próximas vezes que entrou em contato, Henry passou informações sobre as outras duas famílias de brasileiros que trabalham com ele e sobre os cerca de 40 empregados chilenos da empresa.

Todos estão bem e sofreram apenas alguns prejuízos materiais. A sede da empresa teve algum tipo de avaria, mas ainda não se sabe a extensão dos danos. Ele contou também que depois do tremor principal, outros menores foram sentidos.

Por causa disso, muitos não voltaram para as casas e dormem nos carros. Sua família voltou, mas dormem na sala, de roupas e com uma porta aberta caso aconteça mais algum tremor e eles tenham que sair.

— Mas graças a Deus está tudo bem. Eles não passam necessidades de alimentação e água, sua casa resistiu ao tremor e ninguém ficou ferido — diz Yara.

AN.COM.BR

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