Geral | 03/02/2010 14h42min
Um grupo de senadores integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia vai hoje a Luziânia, em Goiás, para conversar com o secretário de Segurança do Estado, Ernesto Roller, sobre o caso dos seis jovens que desapareceram na cidade no último mês.
O caso intriga as autoridades e mobiliza os parentes, amigos dos jovens e a sociedade. Os jovens sumiram misteriosamente sem deixar rastro.
— O grande problema é que os desaparecidos não têm relação uns com os outros — disse o senador Romeu Tuma (PTB-SP), um dos seis membros da CPI que vão até Luziânia.
Os senadores querem acompanhar as investigações e saber que tipo de providências podem ser tomadas para evitar que o sumiço de jovens continue.
Entre as propostas que tratam do assunto no Senado está a que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e determina que o registro de comunicação de desaparecimento seja feito uma hora depois da ocorrência do fato para
que a investigação comece no prazo máximo de
seis horas a partir da notificação.
A ideia é começar as investigações o mais rápido possível, quando as chances de encontrar a criança ou adolescente desaparecido são maiores.
Segundo o projeto, não há no estatuto atual dispositivo determinando prazo para registro do desaparecimento, nem para o início das buscas. Só 24 horas depois do desaparecimento a polícia admite fazer o registro.
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