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Jornal de Santa Catarina

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 |  01/02/2010 00h59min

P-63 será construída no Rio Grande do Sul

Plataforma será a terceira a ser construída no Estado

Guilherme Mazui, de Rio Grande  |  guilherme.mazui@zerohora.com.br

A construção de terceira plataforma em solo gaúcho migrará do Rio de Janeiro para Rio Grande em 2011. Por enquanto, é na cidade carioca que os engenheiros do Consórcio Queiroz Galvão, UTC Engenharia e Iesa (Quip) trabalham no projeto da P-63.

 

Veja como funciona o dique seco de Rio Grande:



O contrato entre Quip e Petrobras foi assinado na sexta-feira e assegurou para o sul do Estado a construção da plataforma em parceria com a norueguesa BW Offshore. Dentro da obra orçada em US$ 1,3 bilhão, cerca de R$ 2,45 bilhões, a Quip é responsável pelos módulos e a integração do casco do navio petroleiro BW Nisa, que será adaptado pelos noruegueses no exterior, provavelmente na China. O contrato exige a conclusão da embarcação em até 35 meses. A plataforma, do tipo FPSO, terá capacidade para processar 140 mil barris de petróleo por dia.

Com a P-63 se consolida o polo naval gaúcho, que já entregou a P-53, no momento monta no Estaleiro Rio Grande a P-55 e tem a previsão de fabricar mais oito cascos para a exploração no pré-sal. As três primeiras plataformas do Estado têm a assinatura da Quip, que prevê a geração de 2,5 mil para a P-63. No entanto, estes postos só devem aparecer no canteiro de obras a partir de 2011.

- Já começamos a contratar novos engenheiros. As contratações no Rio Grande do Sul vão avançar conforme a demanda. Quando começarmos a montar a P-63, a P-55 estará na sua fase de integração do casco ao convés. Deveremos ter 4 mil empregos na região - explica Marcos Reis, diretor do consórcio.

Além das plataformas, o Estaleiro Rio Grande também gera empregos no sul do Estado. São 1,2 mil até o momento. Para esta semana está prevista uma importante etapa para a conclusão do dique seco. A operação para deslocar a porta batel até a ponta do dique deve começar nos próximos dias. Gerente da obra executada pela WTorre, José Hagge estará no sul do Estado para monitorar o trabalho, que se estende ao menos até o dia 17 de fevereiro. A porta batel funciona como a comporta do dique. Tem 130 metros de comprimento, por 15 de altura e pesa 2 mil toneladas.

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