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Economia  |  03/07/2009 23h08min

Repórter do Santa incorpora a visão de um turista no centro de Blumenau

Confira em texto e vídeos os bastidores do roteiro organizado pela Acib

RAFFAEL DO PRADO  |  raffael.prado@santa.com.br

Estou em Blumenau há dois anos. Não fui a muitos locais turísticos mas, do pouco que conheci, gostei. Foi assim no roteiro organizado pelo Núcleo de Turismo Receptivo da Associação Empresarial de Blumenau (Acib). Representantes do setor organizaram um city-tour quinta-feira, que deve se repetir nas próximas semanas. A reportagem completa está na edição deste fim de semana do Santa, onde separamos seis cartões-portais do Centro. Ao lado, você pode ter acesso a todos os cartões, digitalizados.

Visitei lugares que provavelmente não conheceria. Não por desdém a esta cidade, mas por falta de tempo. Me impressionou bastante a Igreja Evangélica Luterana do Centro. No alto, no mesanino, há um órgão imenso, construído pelos primeiros imigrantes. O cemitério, nos fundos da igreja, abriga os túmulos de Fritz Müller e família.

Da igreja, rumamos à Alameda Duque de Caxias, a Rua das Palmeiras. Foi a primeira via projetada de Blumenau e é o início do centro histórico. Conhecemos o Museu da Família Colonial, a Casa de Edith Gaertner e o Cemitério de Gatos. O local onde Edith enterrava os felinos me impressionou pela beleza natural ao redor e pela peculiaridade. Os alunos dos cursos de música da Fundação Cultural tomam o horto da Casa Edith Gaertner como estúdio. O som parece sair dos troncos das árvores e torna o passeio ainda mais agradável.

A famosa Praça do Biergarten, a Hercílio Luz, também estava no roteiro. O foco era o Museu da Cerveja. O local é bem cuidado, apresenta peças que foram usadas pelos colonizadores na produção do cobiçado "pão líquido". Assistimos a um vídeo de oito minutos, que contou a história da cerveja e do chope em Blumenau, e das cervejarias artesanais contemporâneas.

Passeio pode ser feito a pé ou de bicicleta

Os atrativos do Centro estão muito próximos uns dos outros. Pode-se percorrer o caminho a pé ou de bicicleta. Sugestão do coordenador da Associação Blumenau Pró-Ciclovias, Eldon Jung, que acompanhou o roteiro. Jung organiza roteiros pelo Vale e está tentando organizar um por entre as principais atrações da cidade.

O passeio continuou em direção à Catedral São Paulo Apóstolo. A primeira vez que estive na igreja foi durante a tragédia de novembro passado _ fui conhecer as dependências de um dos 62 abrigos municipais. Bem melhor estar lá com a cidade em condições normais.

O guia de turismo Alexandre Kempczinski, que há 35 anos percorre Blumenau com turistas, explicou um pouco da história da Catedral e dos vitrais. A pé, fomos até o Castelinho da XV e à Feira de Artesanato. Nesta última, conversei com o Pedro Reis Holz, presidente da Associação da Feira de Artes e Artesanato (Afeart). Já estive lá algumas vezes comprando lembranças para familiares que moram em outros estados.

Se você tiver tempo e um pouco de disposição, o passeio pelo Centro vale a pena. Todas as atrações citadas na reportagem são gratuitas. O interessante é fazer o roteiro acompanhado de amigos, da família ou da namorada(o). Tem para todo mundo. E privilegie a caminhada. A pé, a percepção fica mais aguçada. Com mais tempo, você terá mais histórias para contar.

JORNAL DE SANTA CATARINA
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