Política | 03/07/2009 14h13min
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje que enviou ofício ao presidente do Senado, José Sarney (MDB-AP), pedindo que um funcionário da Casa seja designado para ficar à disposição da Polícia Federal. Esse servidor, explicou Tarso, vai ajudar no que for necessário durante as investigações da PF sobre os atos administrativos do Senado.
— Já encaminhei ao presidente Sarney uma nota do diretor da PF pedindo que destaque um servidor para disponibilizar toda a documentação necessária para que a investigação seja feita de maneira profunda e extremamente técnica — afirmou o ministro.
Ainda segundo Tarso, o próprio presidente do Senado enviou a ele uma solicitação para que a PF investigue possíveis irregularidades nas concessões de empréstimos consignados:
— Já recebi um pedido do presidente Sarney para que a Polícia Federal faça a investigação no que se refere à questão dos empréstimos [consignados], já fiz esse comunicado ao diretor da PF.
O neto de Sarney, José Adriano
Sarney, tem uma empresa que faz intermediação de contratos de empréstimos consignados entre funcionários do Senado e os bancos. Apesar disso, ele nega que o parentesco com o presidente do Senado tenha favorecido seus negócios.
O ministro da Justiça informou ainda que a PF vai investigar funcionários e serviços terceirizados e não senadores ou deputados.
— A PF só vai investigar deputados e senadores se houver determinação do Supremo [Tribunal Federal]. Nas suas investigações ordinárias, a PF investiga servidores, empresas e lobistas que tenham algum tipo de influência. Quando a investigação deve passar para uma esfera de parlamentares, aí ela só age por determinação do STF, a pedido do Ministério Público — afirmou Tarso, negando que possa haver algum constrangimento em investigar um presidente do Poder Legislativo.
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