Política | 03/07/2009 12h45min
A bancada do PT só deve fazer uma manifestação oficial de apoio à permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado na terça-feira. A previsão inicial era de que o partido se manifestasse hoje, depois de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizado ontem. No encontro, Lula orientou a bancada a apoiar a permanência de Sarney, ainda que a vontade dos parlamentares, segundo o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), seja o afastamento.
Diante da reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo, que revela suposta omissão nas declarações de Sarney feitas à Justiça Eleitoral da propriedade de uma casa em Brasília, o partido resolveu adiar sua declaração. Isso não significa, no entanto, que a bancada pretenda se rebelar contra as ponderações do presidente Lula. Os petistas deixaram claro que não haverá confronto com Sarney para não comprometer a governabilidade nem o projeto do partido para a sucessão de 2010, em que o PMDB é um aliado estratégico.
O adiamento foi
apenas uma cautela na expectativa de que alguma nova denúncia possa surgir e, com isso, o presidente Sarney decida, por ele mesmo, se licenciar do cargo. No jantar de ontem, Lula foi explícito ao destacar a importância de se manter a aliança com o PMDB, não só para votar projetos de seu interesse no Senado, como para evitar instalações de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) que tumultuem o governo, como a da Petrobras, e também para não atrapalhar a candidatura de sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.
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