Mundo | 02/07/2009 16h18min
A Organização dos Estados Americanos (OEA) começou suas gestões diplomáticas para tentar restituir o presidente de Honduras deposto, Manuel Zelaya, apesar da oposição do governo de Roberto Micheletti, que assumiu após o golpe de Estado. Nesta quinta-feira os hondurenhos realizam uma nova jornada de manifestações.
Enquanto Honduras espera a chegada de uma comissão técnica da OEA para negociações, o secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, mantém contatos com alguns setores sociais, políticos e empresariais e planeja viajar a Tegucigalpa na sexta-feira.
Segundo o secretário-geral adjunto da OEA, Albert Ramdin, o organismo quer o retorno "incondicional" de Zelaya e enviará uma delegação a Honduras para buscar uma solução para a crise política no país.
Ramdim afirmou a OEA quer a volta do presidente deposto em "circunstâncias seguras e incondicionais" e que nesta quinta-feira são realizados esforços para garantir a visita de Insulza
ao país nesta sexta.
O
objetivo do grupo será "falar com várias pessoas e grupos da sociedade, a Igreja, o Congresso, a comunidade internacional e o setor privado. Em definitivo, o objetivo é criar as melhores circunstâncias para o retorno seguro do presidente Zelaya".
Em Tegucigalpa, o vice-presidente do Congresso hondurenho, Ramón Velásquez, afirmou que o país espera a chegada da comissão técnica para avaliar a situação política do país.
A OEA deu aos líderes que coordenaram o golpe para deposição de Zelaya 72 horas para que o recoloquem na presidência, caso contrário, o país será expulso da organização. O presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, desafiou o ultimato da organização e advertiu que não restituirá Zelaya, e que o presidente deposto será preso se voltar ao país.
A Promotoria de Honduras afirmou nesta quinta que dispõe de provas "suficientes" para acusar Zelaya por 18 delitos, desde traição à pátria até a não aplicação de 80 leis aprovadas pelo
Congresso. "Zelaya será preso apenas se
colocar um pé no nosso território e julgado por 18 delitos que estão suficientemente documentados contra ele", afirmou o promotor-adjunto Roy Urtecho, que ainda confirmou a emissão da ordem de prisão contra o líder deposto.
As outras acusações contra Zelaya são a de que ele teria criado o cargo de vice-presidente para favorecer Aristides Mejía, considerado seu amigo, e usar recursos estatais para promover o referendo para mudar a constituição, permitindo assim que exercesse a presidência por um segundo turno, e que motivou o golpe de Estado.
O Congresso hondurenho aprovou uma lei que restringe garantias individuais durante o toque de recolher imposto no país. As novas medidas estabelecem que pessoas podem ser detidas sem acusação formal por mais de 24 horas e restringem os direitos constitucionais de reunião e associação, de livre circulação, assim como o direito de entrar e sair do território nacional.
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Invasao de jornais e tvs, onibus q conduziam manifestantes pro Zelaya baleados(veja no Youtube), é isso q se chama direito constitucional? Viva LULA Viva Zelaya
Para quem nao entendeu, esse Lula hondurenho tentou aplicar um golpe no pais dele e foi destistuido por legitimidade constitucional. O mandato dele ta acabando e ele quer a reeleiçao, como nao conseguiu modificar a constituiçao ele queria apelar a consulta popular. Isso não tem nada a ver com democracia, é sim manipulaçao e desrespeito à constituiçao ( golpe ), algo muito semelhante com o que acontece no Brasil com o governo lula. Pra quem defende a consulta popular eu pergunto: Por que os governos não perguntam ao povo se ele quer não quer menos impostos ou se querem que os salarios dos politicos diminua? O caminho é esse, consulta popular só serve quando defende certos interesses.
Durante o dia poderão ser realizadas manifestações, proíbidas durante o toque de recolher
Foto:
Gustavo Amador, EFE
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