Geral | 01/07/2009 06h17min
Completa 24 horas, na manhã desta quarta-feira, a greve dos motoristas e cobradores do transporte coletivo da Grande Florianópolis. Com o serviço suspenso desde às 7h de terça, a população deve enfrentar mais um dia de caos no trânsito e poucas alternativas de locomoção entre a Capital e os municípios vizinhos.
Não há previsão para o restabelecimento do serviço.
Em reunião na terça-feira, representantes dos trabalhadores, empresários e da prefeitura não chegaram a um consenso para a retomada parcial do atendimento à população nem para o fim do impasse entre patrões e empregados, com relação às negociações salariais.
Nenhuma reunião oficial está marcada entre trabalhadores e empresários do setor para as próximas horas.
Por volta das 6h, não havia ônibus circulando pelos bairros e na região central de Florianópolis. A maioria dos veículos que atende linhas na região está em estacionamentos próximos ao Terminal de Integração do
Centro (Ticen) e na área da Passarela Nego Quirido.
Um grupo de trabalhadores estava reunido em tendas montadas pelo sindicato da categoria na Praça das Nações, ao lado do Ticen.
Aumento da tarifa
Na terça à noite, o prefeito Dário Berger sinalizou com a possibilidade do aumento no preço das tarifas. A medida seria um dos reflexos inevitáveis da tentativa de se buscar um acordo entre empregados e empresas.
Frota mínima
A determinação judicial de frota mínima de ônibus nas ruas não foi cumprida na íntegra, na terça, deixando pelo menos 200 mil usuários sem o transporte coletivo.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) anunciou que nem o sindicato dos trabalhadores (Sintraturb), nem o que representa as empresas (Setuf) poderão ser multados pelo não atendendimento da população com a frota mínima.
O motivo é a falta de fiscalização,
uma vez que não cabe ao órgão fiscalizar o cumprimento de um mandado judicial. O trabalho deveria ser feito
pelas próprias empresas.
Assista ao vídeo feito pelo fotógrafo Guto Kuerten na manhã desta terça:
Esta é a quarta paralisação em 60 dias dos cerca de 5 mil motoristas, cobradores e funcionários em geral do sistema. Apesar do caráter pacífico dos grevistas, houve ônibus depredados e revolta entre os usuários.
Reivindicações
As principais reivindicações dos trabalhadores são o aumento salarial de 5% mais o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o ticket-alimentação no valor de R$ 320 e a garantia da manutenção de cerca de dois mil empregos
envolvendo os cobradores.
As empresas afirmam que operam o atual sistema de transporte coletivo da região com
prejuízo mensal de R$ 2 milhões. A prefeitura argumenta que para aumentar o subsídio terá que reajustar a tarifa. Nenhuma reunião oficial está marcada para esta quarta-feira. Os ônibus seguem parados, a grande maioria na passarela Nego Quirido.
>> Acompanhe a cobertura da greve pelo blog Na Rua
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