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Jornal de Santa Catarina

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Geral  |  29/06/2009 19h21min

Trabalhadores montam vigília em frente a empresa de couro em Caçador

Em greve, 130 funcionários da Curtume Viposa reivindicam 20% de reposição salarial

Francine Cadore  |  francine.cadore@diario.com.br

Há mais de uma semana, funcionários da empresa Curtume Viposa, de Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina, deixaram seus postos no interior da indústria de couro e passaram a montar vigília em frente ao portão da fábrica.

Em greve, 130 trabalhadores reivindicam 20% de reposição salarial. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Vestuário e Artefatos de Couro de Caçador (Sitriavest), a empresa não teria demonstrado interesse em negociar.

De acordo com o presidente do Sitriavest, Valmor de Paula, o piso salarial dos funcionários (estimado em R$ 475,20) está equivalente ao salário mínimo. Para suprir a defasagem, seria necessário um incremento de 20% na folha dos trabalhadores.

— Desde o dia 22, quando entramos em greve, fizemos três manifestações nas ruas, interrompemos o trânsito para chamar atenção à nossa causa, e agora estamos acampados em frente à empresa. Entretanto, nenhuma negociação foi aberta— afirmou o sindicalista.

Segundo Nerberto Balestrin, do sindicato patronal, a empresa estuda uma possibilidade de negociação. Balestrin não revelou nenhum índice concreto de reajuste.

Creche está proibida para os filhos das grevistas

A secretária de Educação de Caçador, Scheilla Marins, disse que nesta segunda-feira foi comunicada pela Viposa que as mães grevistas terão as vagas dos filhos suspensas na creche da empresa. Apesar de a prefeitura ser a mantenedora da creche, já que o município paga a merenda e a mão-de-obra dos profissionais, Scheilla reconheceu que não tem autonomia para interferir nas questões administrativas da empresa.

— Não tenho como obrigar a empresa a abrigar as crianças de mães que não estão no trabalho. Isso cabe a outras esferas— disse.

A diretoria da Curtume Viposa foi procurada pela equipe do Diário Catarinense, mas não quis se pronunciar sobre o caso.

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