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 |  05/06/2009 12h

Motoristas e cobradores do transporte coletivo terminam paralisação em Florianópolis

Saídas do Ticen foram fechadas durante duas horas em protesto contra o fim das negociações

Motoristas e cobradores do transporte coletivo da Grande Florianópolis desbloquearam as saídas do Terminal de Integração do Centro (Ticen), na Capital, e voltaram ao trabalho por volta das 11h15min desta sexta-feira.

De acordo com o sindicato da categoria (Sintraturb), eles interromperam as atividades durante duas horas por causa do fim das negociações com os empresários do setor para a definição do reajuste salarial e de benefícios.

O bloqueio do Ticen começou às 9h15min. Gradualmente, a paralisação foi prejudicando a circulação de ônibus nos bairros da cidade. Às 10h, já eram poucos os coletivos em circulação na região do Continente.

Segundo Deonísio Linder, diretor do Sintraturb, o prazo para que os empresários do setor apresentassem uma nova proposta terminou na quinta-feira. 

— Desde o dia 25 de maio, data da última audiência no TRT, os patrões ficaram de apresentar uma nova proposta. De sentar conosco e negociar nesses 10 dias. Não houve qualquer contato oficial, nenhuma conversa — diz Linder, que reclama do ajuizamento da questão e defende a livre negociação entre trabalhadores e empresários.

De acordo com secretário de comunicação e imprensa do Sintraturb, Antônio Carlos Martins, não há previsão de novas paralisações para esta sexta-feira.

Impasse

Desde abril, os sindicatos do trabalhadores e dos empresários estão em negociação, mas nenhum acordo foi firmado. O impasse referente a questões trabalhistas e salariais culminou em uma greve nos dias 19 e 20 de maio.

Sem acordo e com a retirada da prefeitura da Capital das negociações, a questão foi para a Justiça. Em 25 de maio, Sintraturb e Setuf participaram da primeira audiência conciliatória no TRT.

Na data, foi definido um prazo de 10 dias para que as partes apresentassem um acordo à Justiça. Com o término do prazo, o processo de Dissídio Coletivo solicitado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) volta a seguir os trâmites normais.

Pelo Dissídio Coletivo, cabe à Justiça definir as condições de trabalho, além das questões relacionadas ao reajuste salarial da categoria, já que empresários e trabalhadores não entraram em acordo.

— O processo já está instaurado, e agora segue seu curso normal. Nós vamos encerrar a instrução e aí vai para julgamento — disse a presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SC), juíza Marta Fabre.

Acompanhe a cobertura da paralisação no blog Na Rua

Assista à reportagem no site da RBS TV

CBN/DIÁRIO

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